22.9 C
Campinas
sábado, fevereiro 7, 2026
spot_img

Governador Tarcísio Freitas trava negociação e metroviários entram em greve

Data:

Os trabalhadores propuseram, como alternativa à greve, trabalhar normalmente, mas com as catracas abertas, ou seja, sem cobrança de passagem. Foto Rovena Rosa7Agencia Brasil

 

Depois de várias rodadas de negociação e ao menos três de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), governo de SP trava acordo e metroviários entram em greve.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (22), após mais uma audiência frustrada de conciliação no TRT.

A luta da categoria é pela contratação de mais trabalhadores por meio de concurso público para todas as áreas do Metrô que estão com falta de mão de obra; e pelo pagamento de um abono referente a três anos de Participação nos Resultados (PRs), de 2020, 2021 e 2022, que não foram pagas pelo Metrô. O Sindicato sugeriu que o abono seja no valor de R$ 7,5 mil.

Sobre a PR deste ano, o Metrô se comprometeu a dar início às negociações para o pagamento do benefício que é um direito adquirido pelos metroviários.

Em nota divulgada no site do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a direção da entidade diz que “vem tentando negociar com o governo desde o início do ano, inclusive com mediação do TRT. Além dos problemas de falta de funcionários e de investimentos, o governo deixou de pagar a Participação nos Resultados da categoria nos últimos três anos”.

Segundo a instituição, a categoria está disposta a negociar a qualquer momento para buscar um acordo. Os trabalhadores propuseram, como alternativa à greve, trabalhar normalmente, mas com as catracas abertas, ou seja, sem cobrança de passagem.

O Metrô informou que vai acionará um plano de contingência para minimizar os efeitos da paralisação, “possibilitando o funcionamento de trechos importantes do sistema. O Metrô lamenta a decisão do Sindicato de punir a população, paralisando o serviço essencial de transporte”, disse a companhia nas redes sociais.

A greve estava prevista para a última quarta-feira (15) e foi adiada para hoje, à espera da conciliação judicial e de uma possível proposta do Metrô. Os metroviários também se mobilizam contra projeto de privatização do novo governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo, havia proposto uma “cláusula de paz” ao Sindicato dos Metroviários e à Companhia do Metropolitano (Metrô) para evitar greve no transporte coletivo. A novidade é que o Judiciário rejeitou liminar pedida pela empresa, para fixar efetivo mínimo em caso de greve, e considerou viável a liberação de catracas proposta pelos sindicalistas. Não se sabe se a medida será adotada.

Segundo a relatora, Elaine Aparecida da Silva Pedro, o método (das catracas) “não diminui a oferta dos serviços de transporte à comunidade, afastando-a de prejuízo danoso”. No entendimento da juíza, greve é “incômodo e sacudimento”, caso contrário não atingiria qualquer objetivo. Mas ela destacou a necessidade de garantir, com segurança, o atendimento ao público.

Mais tarde, em tentativa de conciliação pré-processual, o juiz auxiliar da Vice-presidência Judicial do TRT, Carlos Abener de Oliveira Rodrigues Filho, propôs a trégua. Ele recomendou que as negociações fossem retomadas, sem punições. Além disso, o sindicato deve apresentar “uma pauta ampla” relativa à data-base (1º de maio). O Metrô, por sua vez, deve estabelecer calendário de reuniões em 30 dias após receber a pauta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhe esse Artigo:

spot_img

Últimas Notícias

Artigos Relacionados
Relacionados

Lula e Hugo Motta selam acordo para aprovar fim da escala 6×1 até junho

Planalto aposta em jornada 5x2 como trunfo eleitoral para...

Toffoli devolve processos do Master para 1ª instância, mas deve avocar investigação contra Ibaneis

Ministro do STF entende que casos de empresário e...

PF mira rombo de R$ 400 milhões na previdência do Amapá

Operação Zona Cinzenta investiga aplicação temerária de recursos públicos...
Jornal Local
Política de Privacidade

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) já está em vigor no Brasil. Além de definir regras e deveres para quem usa dados pessoais, a LGPD também provê novos direitos para você, titular de dados pessoais.

O Blog Jornalocal tem o compromisso com a transparência, a privacidade e a segurança dos dados de seus clientes durante todo o processo de interação com nosso site.

Os dados cadastrais dos clientes não são divulgados para terceiros, exceto quando necessários para o processo de entrega, para cobrança ou participação em promoções solicitadas pelos clientes. Seus dados pessoais são peça fundamental para que o pedido chegue em segurança na sua casa, de acordo com o prazo de entrega estipulado.

O Blog Jornalocal usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.

Confira nossa política de privacidade: https://jornalocal.com.br/termos/#privacidade