Andamento de processos estão prejudicados desde o dia 28 de abril
A greve do Judiciário em todo o Estado de São Paulo completa nesta quarta-feira (28) 92 dias e por isso é considerada a mais longa paralisação do Judiciário. Os servidores estão sem trabalhar desde o dia 28 de abril e pedem reposição salarial de 20,16%. De acordo com a Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp), a categoria também pede a suspensão do desconto na folha de pagamento dos servidores parados. O recorde era da greve de 2004, que durou 91 dias.
Em mais de três meses de negociação este ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ofereceu 4,77% de reajuste à categoria.
Os advogados de Campinas e região dizem que o trabalho foi prejudicado, já que muitos processos estão atrasados, mas não há um balanço oficial sobre os prejuízos e remarcação de prazos. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Campinas, a situação só deve ser normalizada em um ano.
A categoria se reúne às 14h desta quarta em São Paulo para decidir sobre a continuidade da greve.




