Holding afirma que medida busca preservar operações, permitir renegociação de dívidas e proteger empresas viáveis do grupo
O Grupo Fictor ingressou com pedido de recuperação judicial para criar um ambiente de negociação estruturada com credores e garantir a continuidade de suas atividades, após enfrentar uma crise de liquidez associada aos desdobramentos da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025.
Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
Segundo a empresa, durante o período de recuperação judicial, permanece assegurado o direito de negociar um plano com novas condições e prazos de pagamento, sem paralisação das operações. A holding afirma que a decisão tem como foco central a reorganização financeira e a preservação do negócio.

A Fictor atribui o agravamento da crise ao episódio envolvendo o Banco Master, quando um consórcio liderado por um dos sócios do grupo anunciou uma proposta de aquisição da instituição financeira. A operação foi interrompida após a decisão do Banco Central pela liquidação extrajudicial do banco, um dia depois do anúncio público da transação.
De acordo com a empresa, o impacto não foi apenas financeiro, mas também reputacional. Em nota, o grupo afirma que a liquidação do Banco Master desencadeou especulações e uma sequência de notícias negativas que atingiram diretamente a confiança do mercado, comprometendo a liquidez tanto da Fictor Invest quanto da Fictor Holding.
A companhia destacou ainda que, desde o início de suas operações, não havia registrado atrasos de pagamentos. Diante do cenário adverso, foi colocado em prática um plano de reestruturação que incluiu a redução da estrutura física e do quadro de funcionários. Segundo a Fictor, essas medidas foram adotadas antes do pedido de recuperação judicial, com o objetivo de preservar os direitos trabalhistas e acelerar o pagamento das indenizações aos colaboradores desligados.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua em diferentes frentes, como indústria alimentícia, energia, infraestrutura e soluções de pagamento. No pedido encaminhado à Justiça, a holding ressaltou que a recuperação judicial não abrange as subsidiárias do grupo, que devem manter suas operações, contratos e rotinas normalmente.
A empresa argumenta que a exclusão das subsidiárias do processo busca evitar que companhias consideradas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas da recuperação judicial, preservando a geração de receita e empregos.
Após a decisão do Banco Central sobre o Banco Master, o consórcio liderado pela Fictor havia informado que a tentativa de aquisição da instituição estava condicionada à análise e à aprovação dos órgãos reguladores e que o grupo permanecia à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sobre a operação.




