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domingo, fevereiro 8, 2026
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Hacker vai depor nessa quinta (17) na CPMI do Golpe

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CPMI do Golpe continuará, nesta semana, a investigar as armações golpistas de Jair Bolsonaro e seus cúmplices, especialmente na quinta-feira (17), quando os parlamentares ouvirão o hacker Walter Delgatti. Na terça-feira (15), o depoente será o fotojornalista Adriano Machado, que fez registros dos ataques de 8 de janeiro. Além disso, o escândalo das joias surrupiadas pelo ex-capitão e assessores também ressoa na comissão parlamentar mista de inquérito.

De Delagatti, os senadores e deputados querem ouvir por que ele foi procurado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP) em 2022. De acordo com depoimento que ele prestou à Polícia Federal, Zambelli teria pedido ao hacker para invadir urnas eletrônicas, com o intuito de desacreditar o sistema eleitoral, e acessar o e-mail e o telefone do presidente do TSE Alexandre de Moraes.

LEIA MAIS: Delgatti foi instrumento de bolsonaristas na tentativa de golpe, diz Rogério Carvalho

Ainda segundo o depoimento do hacker, a deputada o financiava para cometer uma série de irregularidades, incluindo a inserção de um falso mandado de prisão contra Moraes no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. Houve ainda um encontro de Delgatti com Jair Bolsonaro viabilizado pela deputada. 

“Vai ser a tampa do caixão de Bolsonaro e de muita coisa do bolsonarismo, porque ele tem muita coisa a dizer: Carla Zambelli, a ida dele a Bolsonaro levado por ela, o pedido que Bolsonaro fez ao hacker para que ele tentasse invadir urna eletrônica, a ida dele ao Ministério da Defesa para ensinar como questionar o TSE”, antecipou o deputado Rogério Correia, no domingo (13), em entrevista à Revista Fórum.

Quebra do sigilo de Bolsonaro

Para Correia, a CPMI está perto de pedir a quebra do sigilo bancário e telemático de Bolsonaro e sua esposa, Michelle, devido às transações suspeitas já descobertas nas contas do tenente-coronel Mauro Cid, faz-tudo do ex-presidente.

“Depois que nós descobrimos, em 11 dias, R$ 60 mil saindo da conta do Mauro Cid, dinheiro muitas vezes de empresas que prestaram serviço público, para pagamento das contas da Michelle, acho que não há motivo para não aprovar a quebra de sigilo do Bolsonaro e da Michelle”, disse o deputado, que já pediu, por meio da CPMI, a retenção do passaporte do casal Bolsonaro.

Ainda por cima, os malfeitos de Mauro Cid e outras pessoas ligadas a Bolsonaro ganharam um novo e escandaloso capítulo na sexta-feira (11), quando a Polícia Federal lançou uma operação que teve como alvos, além de Cid, seu pai, o general Mauro Lourena Cid, e o advogado Frederick Wassef, entre outros.

Segundo a PF, eles são suspeitos de integrar um esquema de venda de presentes dados ao Estado brasileiro durante missões oficiais no exterior. Os valores obtidos da comercialização desses objetos teriam sido convertidos em dinheiro vivo e “ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados”, segundo a PF.

Em um dos casos, de acordo com o programa Fantástico, da Rede Globo, Mauro Cid aproveitou uma viagem oficial aos Estados Unidos para vender dois relógios de luxo dados de presente ao Estado brasileiro. Depois da venda, realizada em um shopping da Pensilvânia, a conta do general Lourena Cid recebeu um depósito de US$ 68 mil, mesmo valor pago pelos objetos.

Requerimentos de convocação

Embora o presidente da CPMI do Golpe, Arthur Maia (União-BA), tenha manifestado resistência quanto a trazer o escândalo das joias para o escopo de investigação da comissão, membros do colegiado dizem ser impossível ignorar as novas denúncias e já apresentaram pedidos de convocação de Lourena Cid, Wasseff e do tenente Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens também envolvido no escândalo.

“As joias serviram para acumular recursos para Bolsonaro fugir do país e provisionar recursos para a tentativa de golpe. É uma hipótese de investigação necessária”, argumentou Rogério Correia em entrevista ao jornal O Globo.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) concorda e afirmou, também ao Globo, que um dos objetivos da CPMI é apurar os “instigadores” e a cadeia de acontecimentos que resultou no 8 de janeiro, o que inclui a arrecadação de recursos via negociações de itens de luxo.

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