A Noite da Seresta nesta última sexta-feira do mês de julho, dia 30, traz o sambista Jair Rodrigues como convidado. Com seus 53 anos de carreira, o cantor se apresenta no coreto da Praça Carlos Gomes, às 19h. As cantoras Carina Mennitto e Ana Gilli, que faz sua estreia na cidade, farão a abertura do show.
Logo depois da apresentação das cantoras, os fãs de Jair Rodrigues vão curtir um repertório repleto de sucessos e com canções que fazem uma retrospectiva de sua carreira musical.
Paulista de Igarapava, o sambista começa sua vida artística como crooner em casas noturnas no interior de São Paulo no fim dos anos 50. Na década de 60, Jair parte para a capital e passa a participar de programas de calouros, como o “Programa de Cláudio de Luna”, na Rádio Cultura. Já em 1962, grava seu primeiro disco com duas músicas para a Copa do Mundo: “Brasil sensacional” e “Marechal da vitória”.
Sua discografia traz diversos sucessos musicais que ficaram conhecidos por sua voz forte e marcante de interpretar. “Deixa isso pra lá”, de Alberto Paz e Edson Meneses, ficou marcada pela gesticulação que fazia com a palma da mão. Tida como precursora do rap, a música foi regrava em 1999 com a participação do grupo paulistano de rap Camorra.
Conhecido também pela parceria com a “Pimentinha”, apelido de Elis Regina, na época da bossa nova, chegaram a comandar do programa “O fino da bossa”, produzido pela TV Record. Em 1966, Jair participa do II Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), defendendo a canção “Disparada”, dos compositores Geraldo Vandré e Teo de Barros, dividindo o primeiro lugar com “A banda”, de Chico Buarque, defendida por Nara Leão. Ao lado de Elis Regina lança mais dois volumes da série “Dois na bossa”, em 1966 e 1967, ano em que gravou o LP “Jair”.
De novo, em 1968 participa do IV Festival de Música Popular Brasileira (TV Record) e conquista a terceira colocação do júri popular com a música “A família”, de Chico Anysio e Ari Toledo. Também nesse ano, participa da Bienal do Samba (TV Record), em São Paulo, com “O que dá pra rir, dá pra chorar” (Billy Blanco), classificada em quinto lugar no evento vencido por Elis Regina com “Lapinha” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro). Ainda em 1968, lançou o LP “Menino rei da alegria”.
Com uma história musical formada por mais de 50 discos gravados, mais recentemente, em 2000, lançou o CD “500 anos de folia vol. 2” e dois anos depois, o CD “Intérprete” para em 2004 lançar o CD “A nova bossa”, contendo principalmente regravações do repertório da Bossa Nova, além de “Falso amor/Fake love”, de Jair Oliveira, seu filho que também é cantor. Participaram do disco os músicos Paulinho Dáfilin (guitarras) e Marcelo Maita (piano).
Em 2005, lançou o CD “Alma negra”, contendo canções de Paulo Dáfilin, Monsueto, Zé da Zilda, Haroldo Lobo, Evaldo Gouveia e Carlos Cola, Martinho da Vila e Hermínio Belo de Carvalho, entre outras. O disco contou com a participação especial da filha Luciana Mello na faixa-título, composição de Lula Barbosa.
Em 2006, foi lançado o DVD “Jair Rodrigues – Programa Ensaio – Brasil 1991”, mais um título da série de programas apresentados por Fernando Faro, no qual o cantor, além de longo depoimento, interpreta canções de seu repertório, acompanhado pelos músicos Cesar Barriga (teclados), Luiz Carlos de Paula (surdo), Luiz Carlos Xuxu (cavaquinho) e Jacaré (pandeiro).
Ainda em 2006 foi o artista homenageado no 4º Prêmio Tim de Música, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Naquele ano também, recebe a indicação ao Prêmio Grammy Latino, na categoria Álbum de Samba Brasileiro com o Álbum “Alma Negra”.




