O prefeito Jonas Donizette se defendeu ontem da suspeita de usar cargos em comissão na Administração municipal para ‘apadrinhamentos’ políticos e de usar, nessas contratações, critérios políticos e não técnicos. O prefeito é alvo de uma ação por improbidade administrativa encaminhada à Justiça pelo Ministério Público Estadual (MPE) e que pode, em tese, resultar em pedido de cassação de seu mandato.. Mesmo se esquivando da resposta sobre se não considera o número de comissionados (846) elevado, ele disse que todas as contratações se deram dentro da lei.
Donizatte é acusado pela Promotoria de criar um banco de cargos para atender partidos, apoiadores políticos, eleitores e amigos com os quais têm alguma dívida pessoal de gratidão. É pelo menos isto que sustenta no pedido de ação, a promotora Cristiane Corrêa de Souza Hillal. Depois de investigar o assunto desde 2013 e de ter entrevistado comissionados, a promotora argumenta no pedido de ação que as contratações foram feitas “sem qualquer critério racional de necessidade pública”. E propõe que o número de cargos de livre nomeação passe dos 846 atuais para 100.
O orefeito, por sua vez, defende que, na verdade, o que houve na administração dele foi um “fortalecimento do vínculo com o funcionário de carreira”.”Eu acho que nenhuma outra administração fez na prática isso que a gente está fazendo. Fizemos 13 concursos em dois anos e meio e contratamos 3,5 mil pessoas por concurso público”, disse o prefeito. Jonas também ressaltou ter estabelecido o teto do uso de 4% dos cargos na administração municipal para os comissionados.
A promotoria menciona a existência de funcionários fantasmas na prefeitura e, em outros casos, trabalhadores contratados sem ter a formação adequada para exercer a função para a qual é remunerado.
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