Já é certa a saída de Gilberto Kassab dos Democratas. O anúncio oficial deve ser feito no dia 15 de março. O prefeito de São Paulo deve fundar um novo partido e depois fundi-lo ao PSB. O acordo foi fechado com o governador pernambucano, Eduardo Campos e o presidente da legenda em São Paulo, Márcio França, secretário de Turismo do governo Alckmin.
A decisão ainda não foi oficializada porque Kassab ainda conversa com o PMDB. No último final de semana, ele recebeu a visita do vice-presidente Michel Temer e tem encontro marcado com o ministro de Assuntos Estratégicos, Moreira Franco.
De mala e cuia
Mudando de partido, Kassab deve esvaziar o DEM, levando consigo deputados, senadores e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif. Eduardo Campos também conversa com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, para fazer o mesmo trajeto do prefeito paulistano.
Em Campinas, o deputado federal Guilherme Campos já demonstrou que deve fazer o mesmo trajeto de Kassab. Ele tenta levar consigo os vereadores campineiros do DEM: Campos Filho, Dário Saadi e Professor Alberto.
A criação do novo partido, o PDB (Partido Democrático Brasileiro), é uma maneira para evitar com que os dissidentes percam seus mandatos. Segundo resolução do TSE, uma mudança direta de partido deixa os políticos vulneráveis à perda de cargos.
Para o novo partido ser fundado é necessário o recolhimento de 490.305 mil assinaturas e obter registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O partido também precisa de uma filiação equivalente a 0,5% da votação geral para deputado federal. Kassab pretende conseguir adesões principalmente em São Paulo e em outros quatro estados.





