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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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Lula escolhe nome de confiança para o Ministério da Justiça

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Wellington César assume pasta estratégica sem desmembramento e reforça eixo político-jurídico do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu o martelo e definiu o substituto de Ricardo Lewandowski no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O escolhido é Wellington César Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, chamado para reunião no Palácio do Planalto no fim da tarde desta terça-feira (13) e já tratado no governo como ministro anunciado. A pasta será mantida unificada, encerrando especulações sobre um eventual fatiamento entre Justiça e Segurança Pública.

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A escolha revela uma opção clara de Lula por um nome com trânsito no sistema de Justiça, histórico de confiança política e capacidade de articulação institucional. Wellington César não é um estranho ao cargo. Ele ocupou o Ministério da Justiça por um curto período em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, mas deixou a função após decisão do Supremo Tribunal Federal que exigiu a renúncia definitiva à carreira no Ministério Público da Bahia, condição que, à época, não foi aceita.

Internamente, a expectativa é que o novo ministro promova ajustes finos na condução da Polícia Federal e na política de segurança pública. Foto Valter Campanatto/Agencia Brasil

Agora, o cenário é outro. Aposentado do Ministério Público, com passagem recente pela Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, cargo para o qual foi indicado pelo ministro Rui Costa, Wellington César retorna ao centro do poder em um momento sensível para o governo. O Ministério da Justiça concentra temas explosivos, como segurança pública, crime organizado, controle do sistema penitenciário, Polícia Federal e articulação com o Judiciário, além de ser peça-chave na defesa institucional do governo diante de crises políticas e investigações de alto impacto.

Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que a saída de Lewandowski abriu espaço para um perfil menos técnico e mais político, capaz de dialogar simultaneamente com o Congresso, tribunais superiores e governadores. Wellington César é visto como um operador experiente, com histórico de interlocução tanto no meio jurídico quanto no meio político, especialmente no Nordeste, onde construiu sua trajetória.

Nascido em Salvador, aos 59 anos, formado em direito pela Universidade Federal da Bahia, Wellington ingressou no Ministério Público baiano em 1991 e construiu carreira marcada pela atuação na área criminal. Sua projeção nacional ganhou força quando foi escolhido para chefiar o MP da Bahia por dois mandatos consecutivos, entre 2010 e 2014, indicado a partir de lista tríplice durante os governos de Jaques Wagner. Esse período consolidou sua imagem como gestor e articulador institucional.

A nomeação também reforça o núcleo político do Palácio do Planalto. Wellington César mantém relação próxima com Rui Costa, hoje um dos ministros mais influentes do governo Lula, e sua chegada à Justiça é interpretada como movimento para fortalecer o controle político de uma pasta frequentemente tensionada por pressões corporativas, demandas do Congresso e embates com forças de segurança.

Internamente, a expectativa é que o novo ministro promova ajustes finos na condução da Polícia Federal e na política de segurança pública, além de atuar como escudo institucional do governo em um ano marcado por investigações sensíveis, disputas narrativas e crescente polarização política.

A escolha de Wellington César ocorre em meio a cobranças por maior coordenação política no Ministério da Justiça. A pasta concentra investigações de alto impacto, enfrenta pressão do Congresso e é considerada estratégica para a estabilidade institucional do governo Lula no curto e médio prazo.

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