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Massacre no Rio: STF cobra explicações sobre Operação Contenção após 117 mortes em favelas

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Ministro Alexandre de Moraes reúne-se hoje com autoridades do Rio para discutir apuração das mortes e legalidade da ação policial


Por Sandra Venâncio — Jornal Local

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inicia nesta segunda-feira (3) uma série de reuniões emergenciais com autoridades do Rio de Janeiro para tratar das circunstâncias e consequências da Operação Contenção, que deixou 117 pessoas mortas nos Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte da capital fluminense. A operação, considerada uma das mais letais da história recente do estado, é alvo de críticas de entidades de direitos humanos e passou a ser acompanhada de perto pela Ouvidoria da Defensoria Pública e pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

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A Polícia Civil divulgou no domingo (2) um relatório com imagens e perfis de 115 das 117 vítimas. O documento indica que mais de 95% dos mortos teriam ligação com o Comando Vermelho (CV) e que 54% eram de fora do estado. Apesar da alegação de vínculos criminais, o levantamento aponta que nenhum dos mortos havia sido formalmente denunciado à Justiça pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a preservação integral dos elementos materiais da operação, incluindo laudos, comunicações internas e gravações. Foto Tomaz Silva/Agencia Brasil

Diante da repercussão nacional e de denúncias de execuções sumárias, o ministro Alexandre de Moraes determinou a preservação rigorosa de todos os elementos materiais da operação, incluindo laudos periciais, relatórios de inteligência e registros de comunicação entre as forças de segurança.

A agenda do ministro nesta segunda-feira prevê encontros consecutivos com as principais autoridades do estado:

  • 11h00: Governador Cláudio Castro, Secretário de Segurança, Comandante da PM, Delegado-Geral da Polícia Civil e Diretor da Superintendência de Polícia Técnico-Científica;
  • 13h30: Presidente do Tribunal de Justiça do Estado;
  • 15h00: Procurador-Geral de Justiça;
  • 16h30: Defensor Público-Geral;
  • 18h00: Prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Moraes deve cobrar explicações formais sobre o cumprimento de protocolos de atuação policial, a origem das ordens de confronto e a ausência de prisões realizadas durante a operação. O STF também pretende definir mecanismos de monitoramento contínuo das ações de segurança pública no Rio, especialmente em áreas de conflito.

A reunião com o governador Cláudio Castro é vista como o ponto central da rodada de encontros. Segundo fontes próximas ao Supremo, o ministro exigirá transparência total nos laudos e poderá determinar a instauração de uma investigação federal paralela, caso sejam identificadas inconsistências nas informações enviadas pela Polícia Civil e Militar.

https://twitter.com/MachadoDarlon/status/1984049970585202692

Enquanto isso, a sociedade civil pressiona por respostas. Organizações de direitos humanos classificam a Operação Contenção como uma “ação de extermínio travestida de combate ao crime” e exigem a responsabilização dos agentes e dos comandos envolvidos.

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