Declarações sobre eleições e filiação ao partido ampliam pressão judicial e política sobre senador

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Procuradoria-Geral da República pedido para avaliar a inclusão do senador Sergio Moro no chamado inquérito das milícias digitais. A solicitação foi apresentada pelo deputado Lindbergh Farias após declarações do ex-juiz questionando, ainda que de forma indireta, a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022. A PGR tem prazo de cinco dias para se manifestar antes de eventual decisão do STF.
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No pedido, Lindbergh sustenta que as falas de Moro contribuem para reforçar narrativas de deslegitimação do processo eleitoral e das instituições democráticas. Durante ato recente de filiação ao Partido Liberal, o senador afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”.
Investigação mira desinformação e ataques institucionais
O inquérito das milícias digitais apura a existência de redes organizadas de disseminação de desinformação e ataques a instituições, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Sergio Moro ampliaria o escopo das investigações, que já alcançam influenciadores, empresários e agentes políticos suspeitos de financiar ou impulsionar conteúdos considerados antidemocráticos.
Após o parecer do procurador-geral Paulo Gonet, caberá a Alexandre de Moraes decidir se há elementos suficientes para incluir o senador formalmente no inquérito. Procurado, o parlamentar ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido até a última atualização desta reportagem.
Crise política no Paraná
A sobreposição entre o avanço de investigações no STF e a crise partidária no Paraná expõe um cenário de instabilidade para o senador, que tenta consolidar sua candidatura ao governo em meio a disputas internas e questionamentos jurídicos com potencial impacto nacional.




