O presidente Lula abriu, nesta quarta-feira (13), no Palácio Itamaraty, em Brasília, a Reunião Conjunta das Trilhas de Sherpas e de Finanças do G20 – grupo das maiores economias do mundo, presidido pelo Brasil desde o dia 1º. Ele afirmou que “2024 será um ano de grandes desafios” e condenou o recrudescimento dos conflitos, a crescente fragmentação do mundo, a formação de blocos protecionistas e a destruição ambiental. Segundo alertou, as consequências são “imprevisíveis para a estabilidade geopolítica”.
A reunião tem o objetivo de alinhar os temas que serão discutidos durante a presidência brasileira do G20. A Trilha de Sherpas trata das negociações e da agenda, que inclui uma série de reuniões preparatórias e a Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo que será realizada em novembro de 2024, no Rio de Janeiro, quando se encerrará o mandato do Brasil. Já a Trilha de Finanças reúne ministros da área econômica e presidentes dos bancos centrais. A reunião conjunta entre as duas trilhas é uma das inovações da presidência brasileira.
Além de Lula, participam da reunião o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, o assessor especial do presidente da República, embaixador Celso Amorim, a embaixadora Tatiana Rosito, que coordena a Trilha de Finanças, e a diretora do Banco Central Fernanda Guardado, co-coordenadora da Trilha de Finanças.
Durante o encontro, Lula detalhou os três pilares do mandato do Brasil à frente do grupo: Inclusão social e o combate à fome e à pobreza; promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões social, econômica e ambiental e as transições energéticas; e reforma das instituições de governança global.
Quanto ao primeiro pilar, o presidente afirmou ser “inadmissível que um mundo capaz de gerar riquezas da ordem de 100 trilhões de dólares por ano conviva com a fome de mais de 735 milhões de pessoas e a pobreza de mais de 8% da população”.




