No Dia da Consciência Negra, o Museu Nacional dos Correios abre uma mostra que promete revelar como a população afrodescendente tem sido retratada pelo cinema nacional ao longo dos últimos 50 anos. É O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO, que acontece de 20 de novembro a 02 de dezembro de 2012, sob a curadoria do cineasta, professor e crítico de cinema Sérgio Moriconi. Ao longo de duas semanas, serão promovidas 24 sessões, em horários alternativos. De terça a sexta-feira, as exibições acontecem às 12h30 e às 19h, visando oferecer uma oportunidade de unir descanso e informação para quem trabalha nas proximidades do Setor Comercial Sul (onde está o Museu Nacional dos Correios) e quer fugir do trânsito pesado. Aos sábados e domingos, sessões às 15h e às 17h. A entrada é franca. A mostra tem o patrocínio exclusivo dos CORREIOS.
No sábado, dia 24, logo após a sessão das 17h, palestra com o professor da Universidade de Brasília Rafael Sanzio dos Anjos, autor de textos como Dinâmica Territorial: Cartografia-Modelagem-Monitoramento, 2007, Quilombos: Geografia Africana – Cartografia Ética – Territórios Tradicionais, 2009 e Territorialidade Quilombola: Fotos & Mapas, 2011″.
O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO pretende estimular a presença de jovens, estudantes, universitários e de ensino médio, cinéfilos, pessoas que trabalham e circulam nas proximidades do Museu Nacional dos Correios e público em geral para uma reflexão sobre a história e da importância da presença dos afrodescendentes na constituição cultural, econômica e socioeconômica do país, além de permitir um debate sobre a situação atual.
A MOSTRA
O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO vai exibir títulos que percorrem a história do cinema no Brasil. A começar por Amei um bicheiro, de 1952, policial inspirado nos filmes noir, sobre o jogo do bicho e que contém a cena que o lendário ator Grande Otelo considerava a melhor de toda sua carreira: a morte de seu personagem, Passarinho. O passeio continua com o clássico Orfeu Negro, 1959, de Marcel Camus, que venceu em Cannes e recebeu o Globo de Ouro ao transpor para o carnaval carioca da década de 50 o mito de Orfeu e Eurídice.
Um dos mais importantes filmes do cinema brasileiro, Assalto ao Trem Pagador, de 1962, dirigido por Roberto Farias, tinha como protagonistas os atores Eliezer Gomes, Grande Otelo, Ruth de Souza e Luíza Maranhão. Na tela, a encenação de um fato real: o assalto ao trem da Central do Brasil, em 1960. Um título emblemático, A Rainha Diaba, 1974, de Antonio Carlos Fontoura, afirmou o imenso talento do ator Milton Gonçalves. Na pele de um homossexual que dominava o tráfico de drogas na Lapa, no Rio de Janeiro, Milton arrebatou o Brasil. O filme foi premiado no Festival de Brasília.
Em 1998, o cineasta Renato Barbieri e o pesquisador Victor Leonardi percorreram o caminho trilhado pelos africanos feitos escravos no Brasil e conceberam o premiado Atlântico Negro – na rota dos Orixás, que mostra as afinidades existentes entre comunidades separadas pelo Oceano Atlântico.
Mas foi nos anos 2000 que se assistiu a um boom da presença do negro no cinema brasileiro. Títulos como Uma onda no ar, de Helvécio Ratton, e Madame Satã, de Karim Aïnouz, de 2002, apresentavam diferentes aspectos da realidade social da população afrodescendente no País. Com seu filme sobre a criação de uma Rádio Comunitária numa favela de Belo Horizonte e da repressão policial que seus criadores vieram a sofrer, Ratton mostrou pessoas que tentam romper a rotina de tráfico e violência. Karim Aïnouz em seu longa de estreia, Madame Satã, magnificamente protagonizado por Lázaro Ramos, retrata a vida do malandro homossexual que comandava a vida boêmia na Lapa. O filme recebeu prêmios no Brasil, em Havana, Cartagena e Buenos Aires, dentre outros.
Quase dois irmãos, 2004, de Lúcia Murat, revela o encontro de ex-companheiros de infância que seguiram rumos distintos – um se tornou senador da República e outro chefe do tráfico de drogas numa comunidade carioca. No elenco, Flávio Buraqui e Antonio Pompêo, dentre outros. Do mesmo ano de 2004, Filhas do Vento, de Joel Zito Araújo, traz um elenco estelar: Ruth de Souza, Léa Garcia, Milton Gonçalves, Taís Araújo, Thalma de Freitas, Rocco Pitanga. Em cena, a história de duas irmãs que após muitos anos se encontram numa pequena cidade mineira onde ainda vivem os fantasmas da escravidão e do racismo.
Longe da ficção e apresentando um artista que está entre os mais importantes da música brasileira, o documentário Paulinho da viola – meu tempo é hoje, 2004, revela a vida simples do artista que é o mais sofisticado do samba. Também na linguagem do documentário e concentrado numa personagem negra, Estamira, 2005, de Marcos Prado, arrebata as plateias por onde passa. Estamira Gomes de Sousa foi uma catadora de lixo do aterro Jardim Gramacho, do Rio de Janeiro que sofria de doença mental. Seu discurso filosófico misturava momentos de extrema lucidez e rasgos de loucura. Foi premiado no Rio de Janeiro, em São Paulo, Marseille, Viena, Havana e transformou-se em espetáculo teatral.
Pouco visto no circuito comercial, Besouro, 2005, de João Daniel Tikhomiroff, recupera para os dias atuais a figura lendária de Besouro Mangangá, que viveu no Recôncavo Baiano, no início do século XX, e é considerado o maior capoeirista de todos os tempos. A Bahia também é palco da comédia musical Ó Paí, Ó, de 2007, direção de Monique Gardenberg, que leva para as telas o clima e o frescor do carnaval baiano, num casarão em pleno Pelourinho de Salvador. E fechando o passeio pelo cinema nacional, o filme mais recente da mostra, A falta que me faz, documentário de 2009, assinado por Marília Rosa, vai à Cordilheira do Espinhaço, em Minas Gerais, para mostrar o cotidiano de quatro meninas. O filme nasceu de uma pesquisa sobre as coletoras de flores de Diamantina.
Uma seleção de filmes que prova que – embora ainda marcado por temas ligados a uma realidade sócio-cultural de exclusão – o cinema contemporâneo tem tentado fugir do arquétipo e construir uma imagem afirmativa do negro e de sua cultura.
PALESTRA
No sábado, dia 24 de novembro, haverá palestra do professor Rafael Sanzio dos Anjos, graduado em geografia, mestre em planejamento urbano, doutor em informações espaciais e com pós-doutorado em Cartografia Étnica no Museu Real da África Central em Tervuren – Bélgica. Rafael Sanzio dos Anjos é Professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília e Diretor do Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica (CIGA), onde coordena os Projetos Geografia Afro-Brasileira: Educação e Planejamento do Território e Instrumentação Geográfica, Educação Espacial e Dinâmica Territorial e Coordenador também do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UnB e do Centro de Documentação Geográfica Milton Santos (CDGMS).
Tem experiência no uso e aplicação das tecnologias geográficas aplicadas ao planejamento, monitoramento e gestão territorial, particularmente do Distrito Federal, RIDE e também dos mapeamentos e laudos dos territórios tradicionais africanos no Brasil. Outras linhas de trabalho e pesquisa estão associadas à produção de materiais cartográficos didáticos e instrucionais para os diferentes níveis de ensino e educação geográfica. Coordena o Grupo de Pesquisa consolidado GEOCARTE/CNPQ e é membro do Comitê Brasileiro da Rota do Escravo – UNESCO, onde desenvolve o Projeto Cartografia da Diáspora África – América – Brasil.
Suas publicações mais recente são as seguintes: “Dinâmica Territorial: Cartografia-Modelagem-Monitoramento, 2007”, “Cartografia & Educação – Vol I, 2008”, “Quilombos: Geografia Africana – Cartografia Ética – Territórios Tradicionais, 2009” e “Territorialidade Quilombola: Fotos & Mapas / Quilombola Territoriality: Photos & Maps, 2011
UM POUCO DE HISTÓRIA
O escravo, o sambista, o malandro, a mulata. Foi assim que durante muito tempo o negro foi representado no cinema brasileiro. Figuras ligadas a arquétipos do candomblé e da umbanda serviam de contornos para a criação de personagens que somente reafirmavam aspectos caricaturais da população afrodescendente. Com o passar dos anos e a influência do chamado Cinema Negro no Brasil, foram surgindo personagens reais individualizados, vividos por um grupo de atores que estão entre os melhores do cinema, do teatro e da televisão no Brasil. A mostra O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO promete contar um pouco desta história, percorrendo mais de 50 anos de cinema.
O cinema estabelece com o interlocutor uma relação centrada no imaginário, no desejo e na construção simbólica de cada um. Pensar no cinema como veículo de reprodução ideológica – ou espaço de construção simbólica – ajuda a compreender porque a imagem do negro no cinema é, muitas vezes, apresentada de maneira superficial, estereotipada, pautada na depreciação. Nos tempos das famosas chanchadas, tudo servia de motor para a piada, inclusive aspectos sociais e étnicos. A população negra não saiu impune destes tempos. Mas o gênero revelou atores de talento insuperável, como Grande Otelo.
O Cinema Novo inaugura novos tempos, com a representação mais politizada da população brasileira. Simultaneamente, surgem os filmes históricos, que revelam atos de rebelião dos negros durante a escravidão. A partir da década de 70, surgiram obras importantes sobre o negro e sua cultura, como Compasso de Espera (1969), de Antunes Filho, Amuleto de Ogum (1974) e A Tenda dos Milagres (1977), de Nelson Pereira dos Santos, e Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues. Filmes que se tornaram sucesso de bilheteria, os títulos projetaram atores negros. E foi assim, com o avanço da produção cinematográfica, que o negro foi tomando o centro da cena. Atores como Milton Gonçalves, Neusa Borges, Zezé Motta passaram a discutir seus próprios personagens, recusando aqueles que consideravam estereotipados.
PROGRAMAÇÃO
TERÇA-FEIRA, 20.11
12h30 – Ó, pai, ó – 96’
19h – Besouro – 94’
QUARTA-FEIRA, 21.11
12h30 – Atlântico Negro –54’
19h – Paulinho da Viola – meu tempo é hoje –83’
QUINTA-FEIRA, 22.11
12h30 – Amei um Bicheiro –90’
19h – Madame Satã – 99’
SEXTA-FEIRA, 23.11
12h30 – Quase dois irmãos – 104’
19h – Ó, pai, ó – 96’
SÁBADO, 24.11
15h – A Falta que me faz – 85’
17h – Orfeu Negro – 90’
SESSÃO SEGUIDA DE PALESTRA COM O PROFESSOR RAFAEL SANZIO DOS ANJOS
DOMINGO, 25.11
15h – Atlântico Negro – 54’
17h – Besouro – 94’
TERÇA-FEIRA, 27.11
12h30 – Filhas do Vento – 85’
19h – Paulinho da Viola – meu tempo é hoje – 83’
QUARTA-FEIRA , 28.11
12h30 – Assalto ao Trem Pagador –103’
19h – Quase Dois Irmãos – 104’
QUINTA-FEIRA , 29.11
12h30 – Uma Onda no ar –92’
19h – Rainha Diaba – 99’
SEXTA-FEIRA , 30.11
12h30 – Madame Satã – 99’
19h – Uma Onda no ar – 92’
SÁBADO, 1º.12
15h – Rainha Diaba – 99’
17h – Amei um Bicheiro – 90’
DOMINGO, 2.12
15h – Filhas do Vento – 85’
17h – Estamira – 121’
SINOPSES
A FALTA QUE ME FAZ, Brasil, 2009, Cor, 85min
Dir. Marília Rosa
Com Alessandra Ribeiro, Priscila Rodrigues e Shirlene Rodrigues
Em uma cidade rodeada pela Cordilheira do Espinhaço, quatro meninas vivem o final de sua adolescência. Durante a semana elas vivem dias de amizade, angústias e contradições, e nos fins de semana se encontram nas festas de forró.Originado de uma pesquisa com as coletoras de flores da região de Curralinho, distrito de Diamantina (MG), A falta que me faz acabou se transformando em um trabalho de observação do cotidiano das jovens do local.
VENCEDOR DO PRÊMIO DO JÚRI DO FESTIVAL DE CINEMA LATINO-AMERICANO DE SÃO PAULO E PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI NO 15º FORUMDOC – FESTIVAL DO FILME DOCUMENTÁRIO E ETNOGRÁFICO – FÓRUM DE ANTROPOLOGIA, CINEMA E VÍDEO.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 ANOS
A RAINHA DIABA, Brasil, 1974, Cor, 99 min
Dir. Antonio Carlos da Fontoura
Com Milton Gonçalves, Odete Lara, Stepan Nercessian, Nelson Xavier, Yara Cortes, Wilson Grey, Perfeito Fortuna
A partir de argumento do dramaturgo Plínio Marcos, o filme acompanha o cotidiano de um violento e cruel traficante gay conhecido como Rainha Diaba, que domina as bocas da Lapa, no Rio de Janeiro. Para evitar a prisão de um de seus mais belos comparsas, ele cria um perigoso bandido, Bereco. Mas o rapaz acaba acreditando em seu poder e passa a desafiar Diaba.
PRÊMIOS APCA, VIII FESTIVAL DE BFRASÍLIA DO CINEMA BRASILEIRO, INSTITUTO NACIONAL DE CINEMA, DENTRE OUTROS.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 18 ANOS
AMEI UM BICHEIRO, Brasil, 1952, P&B, 90 min
Dir. Jorge Ileli e Paulo Wanderley
Com Cyl Farney, Eliana, Grande Otelo, José Lewgoy, Wilson Grey, Jece Valadão
Inspirado nos filmes noir e thrillers norte-americanos, o policial narra a história de um rapaz envolvido com o jogo do bicho, que resolve mudar de vida para casar. Tudo se complica quando sua mulher, doente, tem que fazer uma cara e delicada operação. Sem emprego, ele decide retornar para a antiga atividade, desafiando o poderoso e violento bicheiro Almeida. O filme contém a cena que Grande Otelo considerava a melhor de toda sua carreira no cinema: a morte de seu personagem Passarinho.
PRÊMIO DE DIREÇÃO DO 1º FESTIVAL CINEMATOGRÁFICO DO DISTRITO FEDERAL DE 1953, ALÉM DE MENÇÃO HONROSA PARA ELIANA MACEDO E O PRÊMIO DE MELHOR ATOR PARA JOSÉ LEWGOY.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 10 ANOS
ATLÂNTICO NEGRO – NA ROTA DOS ORIXÁS, Brasil, 1998, Cor, 54 min, documentário
Dir. Renato Barbieri
Pesquisa de Victor Leonardi
O documentário faz uma viagem no espaço e no tempo em busca das origens africanas da cultura brasileira. Historiadores, antropólogos e sacerdotes africanos e brasileiros relatam fatos históricos e dados surpreendentes sobre as inúmeras afinidades culturais que unem os dois lados do Atlântico. Filmado no Benin, no Maranhão e na Bahia.
52º FESTIVAL DE CANNES – MOSTRA NOIR, PRÊMIO PIERRE VERGER, PRÊMIOS MARGARIDA DE PRATA, NOVE PRÊMIOS DE MELHOR DOCUMENTÁRIO.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
BESOURO, Brasil, 2005, Cor, 94 min
Dir. João Daniel Tikhomiroff
Com Aílton Carmo, Sérgio Laurentino, Anderson Grillo, Sérgio Pererê, Adriana Alves
O filme conta a vida de Besouro Mangangá, um capoeirista brasileiro da década de 1920 a quem eram atribuídos feitos heróicos e lendários. Considerado o maior capoeirista de todos os tempos, quando menino se identificou com o inseto que ao voar desafia as leis da física e passou ele mesmo a desafiar limites, lutando contra o preconceito e a opressão. A narrativa se concentra no Recôncavo Baiano na década de 1920 e mistura aventura, romance e misticismo.
PREMIADO NO GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2010.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
ESTAMIRA, Brasil, 2005, Cor, 121 min, documentário
Dir. Marcos Prado
O filme acompanha a vida de Estamira Gomes de Sousa, uma senhora que apresentava distúrbios mentais e que vivia e trabalhava no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebia os resíduos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Falecida em 2011, aos 70 anos de idade, Estamira conquistou público e crítica do Brasil e do exterior, com seu discurso filosófico, que misturava momentos de extrema lucidez e loucura e que abrangia temas como a vida, Deus, o trabalho e reflexões existenciais acerca de si mesma e da sociedade dos homens.
VENCEDOR DE 33 PRÊMIOS, DENTRE ELES GRANDE PRÊMIO DO FESTIVAL DE MARSELHA, MELHOR DOCUMENTÁRIO DA MOSTRA INTERNACIONAL DE SÃO PAULO, FESTIVAL DO RIO, FIC TOULOUSE E FIC KARLOVY VARY/REPÚBLICA TCHECA.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 10 ANOS
FILHAS DO VENTO, Brasil, 2004, cor, 85 min
Dir. Joel Zito Araújo
Com Léa Garcia, Ruth de Souza, Milton Gonçalves, Taís Araújo, Thalma de Freitas, Rocco Pitanga, Jonas Bloch, Maria Ceiça, Zózimo Bulbul
Cida e a irmã Jú estão separadas por quase 45 anos. O tempo não conseguiu dissipar o rancor provocado pelo incidente amoroso e familiar que marcou a juventude e a vida das duas. Com a morte do pai, Zé das Bicicletas, as duas voltam a se encontrar. O filme narra uma lírica história de redenção amorosa entre irmãs, mães e filhas, numa pequena cidade do interior de Minas Gerais, onde os fantasmas da escravidão e do racismo acentuam os dramas de forma sutil e poderosa.
VENCEDOR DE SEIS PRÊMIOS NO FESTIVAL DE GRAMADO, ENTRE ELES, MELHOR DIRETOR, ATRIZ, ATOR, ATOR COADJUVANTE, ATRIZ COADJUVANTE, ALÉM DO PRÊMIO DA CRÍTICA, ELEITO MELHOR FILME NA MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES, MELHOR ROTEIRO NO PARATYCINE, DENTRE OUTROS PRÊMIOS.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
MADAME SATÃ, Brasil/França, 2002, cor, 99 min
Dir. Karim Aïnouz
Com Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Felipe Marques, Renata Sorrah, Emiliano Queiróz, Ricardo Blat
Inspirado na vida de João Francisco dos Santos, transformista brasileiro, figura emblemática das noites cariocas da Lapa, na década de 1930. O filme retrata o cotidiano deste malandro, artista, presidiário, pai adotivo, negro, pobre, homossexual e seu círculo de amigos, antes de se transformar no mito Madame Satã, o lendário personagem da boêmia carioca.
VENCEDOR DO FESTIVAL DE CHICAGO, DE HAVANA, DA MOSTRA BR DE CINEMA. SELEÇÃO OFICIAL DE CANNES E DO SUNDANCE FESTIVAL.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
O ASSALTO AO TREM PAGADOR, Brasil, 1962, P&B, 103 min
Dir. Roberto Farias
Com Eliezer Gomes, Grande Otelo, Reginaldo Farias, Jorge Dória, Ruth de Souza, Helena Ignês, Chica Xavier, Luíza Maranhão, Dirce Migliaccio
Um monumento da história do cinema brasileiro, o filme é baseado em fato real, ocorrido no Rio de Janeiro em 1960, quando o bando de Tião Medonho atacou e assaltou o trem pagador da Central do Brasil. Usando dinamite, revólveres e metralhadoras, os assaltantes levaram 27 milhões de cruzeiros. A narrativa acompanha o cotidiano da quadrilha antes, durante e depois do assalto até sua prisão, um ano depois.
PRÊMIOS FESTIVAL DE CINEMA DE CURITIBA, FESTIVAL DA BAHIA, FESTIVAL DE LISBOA, FESTIVAL DE SENEGAL. REPRESENTOU O BRASIL NO FESTIVAL DE VENEZA.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
Ó PAÍ, Ó, Brasil, 2007, cor, 96 min
Dir. Monique Gardenberg
Com Lázaro Ramos, Wagner Moura, Stênio Garcia, Dira Paes, Bando de Teatro Olodum
Comédia musical baseada na peça “Bye bye Pelô”, de Mário Meirelles, e com coordenação musical de Caetano Veloso, o filme conta a história dos moradores de um animado cortiço do centro histórico do Pelourinho, em Salvador. Tudo se passa no último dia do Carnaval, em meio a muita música, dança e alegria. Até que Dona Joana, uma evangélica, incomodada com a farra dos condôminos, decide acabar com a festa, fechando o registro de água do prédio.Transformado em série de televisão.
INDICADO AO GRANDE PRÊMIO BRASIL DO CINEMA BRASILEIRO E AO INTERNATIONAL EMMY AWARDS.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS
ORFEU NEGRO, França/Brasil/Itália, 1959, cor, 90 min
Dir. Marcel Camus
Com Marpessa Dawn, Breno Mello, Léa Garcia
Primeira versão cinematográfica de ‘Orfeu da Conceição’, peça de Vinícius de Moraes, o filme transpõe o mito de Orfeu e Eurídice para os morros do Rio de Janeiro, durante o Carnaval. Em foco, uma trágica história de amor. Diversas vezes premiado, ORFEU NEGRO é também um dos marcos fundadores da bossa nova, trazendo clássicos do gênero, assinados por Tom Jobim, Vinícius, Luiz Bonfá e Antonio Maria.
PALMA DE OURO EM CANNES, OSCAR DE MELHOR FILME ESTRANGEIRO
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
PAULINHO DA VIOLA – MEU TEMPO É HOJE, Brasil, 2004, cor, 83 min, documentário
Dir. Izabel Jaguaribe
Documentário sobre o cantor e compositor brasileiro Paulinho da Viola, um dos mais sofisticados músicos do samba. O filme apresenta sua história, influências, mestres e amigos, assim como sua forma simples e peculiar de viver, realizando atividades como restauração de carros antigos, carpintaria e jogos de bilhar.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE
QUASE DOIS IRMÃOS, Brasil, 2004, cor, 104 min
Dir. Lúcia Murat
Com Caco Ciocler, Flávio Bauraqui, Maria Flor, Werner Schunemann, Luiz Melodia, Marieta Severo
Nos anos 1970, durante a ditadura militar, presos políticos foram levados para a prisão de Ilha Grande, onde dividiam celas com assaltantes de bancos. O filme mostra o conflito entre eles e o nascimento do Comando Vermelho. A narrativa é contada por um ex-preso político, hoje eleito deputado, e um filho de sambista hoje um dos líderes do Comando Vermelho.
PRÊMIOS NO FESTIVAL DO RIO, MAR DEL PLATA/ARGENTINA, HAVANA/CUBA. SELEÇÃO OFICIAL DE TORONTO E MONTREAL.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
UMA ONDA NO AR, Brasil, 2002, cor, 92 min
Dir. Helvécio Ratton
Com Alexandre Moreno, Adolfo Moura, Babu Santana, Benjamin Abras
Filme de ficção com os pés fincados na realidade, UMA ONDA NO AR conta a história da Rádio Favela de Belo Horizonte, criada na década de 1980, no aglomerado da Serra, um conjunto de favelas com 80 mil habitantes. Incontáveis vezes fechada, a rádio sobreviveu graças ao esforço de seus criadores, foi premiada pela ONU e hoje é reconhecida como rádio educativa.
PRÊMIOS NO FESTIVAL DE GRAMADO, FESTIVAL DE CINEMA BRASILEIRO DE PARIS, FESTIVAL DE LAS PALMAS/ESPANHA, FESTIVAL DE MIAMI/EUA, DENTRE OUTROS.
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS
O NEGRO NO CINEMA BRASILEIRO
Local: Museu Nacional dos Correios (Setor Comercial Sul, Qd. 4, Bl A, nº 256)
Data: 20 de novembro a 2 de dezembro de 2012
Horário: terça a sexta às 12h30 e 19h; sábados, domingos e feriados às 15 e 17h
Entrada Franca




