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quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Operação mira grupo chinês ligado ao PCC que movimentou R$ 1,1 bilhão em 7 meses com venda de eletrônicos em SP

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Investigação aponta lavagem de dinheiro com uso de empresas de fachada e “laranjas” da facção

Uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda é realizada nesta quinta-feira (12), na capital paulista, contra uma organização criminosa formada por empresários chineses com ligação ao PCC, suspeita de lavar dinheiro por meio da venda de produtos eletrônicos para todo o país. Segundo a apuração, o grupo teria movimentado ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, utilizando um esquema estruturado de empresas de fachada e emissão cruzada de notas fiscais para ocultar a origem dos recursos.

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De acordo com os investigadores, as vendas eram realizadas por meio de uma plataforma principal de comercialização de eletrônicos, mas os valores pagos pelos consumidores não iam diretamente para a empresa anunciante. O dinheiro era redirecionado para companhias interpostas, usadas como contas de passagem, e posteriormente redistribuído. As notas fiscais, por sua vez, eram emitidas por outras empresas do grupo, criando uma cadeia paralela que dificultava o rastreamento financeiro.

A apuração identificou que uma das empresas envolvidas estaria registrada em nome de um integrante do PCC, que atuava como “laranja” no esquema. Foto Divulgação DEIC

A apuração identificou que uma das empresas envolvidas estaria registrada em nome de um integrante do PCC, que atuava como “laranja” no esquema. A estratégia incluía o uso de membros da facção como sócios formais e beneficiários de imóveis de alto padrão, numa tentativa de blindar patrimônio e afastar suspeitas diretas sobre os verdadeiros controladores da estrutura.

A força-tarefa cumpre mandados judiciais para coleta de documentos, bloqueio de bens e análise de movimentações financeiras. A investigação também busca identificar a extensão das conexões entre o núcleo empresarial estrangeiro e integrantes da facção criminosa, além de mapear possíveis ramificações em outros estados.

O caso expõe mais uma frente de infiltração do crime organizado em setores formais da economia paulista, especialmente no comércio de eletrônicos, área historicamente sensível a fraudes fiscais e operações de lavagem de dinheiro

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