Perguntas e respostas
Os questionamentos das entidades, associações e escolas, enviados à redação por e-mail, fizeram parte do segundo bloco, assim como dos jornalistas convidados e demais integrantes da mesa.
“Como liderança religiosa como o candidato se sente frente ao descrédito da população em relação à política e seus representantes?”, questionou o pároco Paulo Roberto Emiliano. Por sorteio, Paulo Haddad (PPS) responde: “Não é fácil. Quando saímos à rua sentimos a dureza, a banalização da política, a política imoral e desumana. Sofremos ao tentar convencer o eleitor da nossa idoneidade. Mas, isso não tira a vontade da gente de continuar lutando”.
“Vou vestir a carapuça e meter o pau no vereador. Hoje há um distanciamento da realidade política. Sou freqüentador de Sousas e Joaquim Egídio e temo por tudo que deixamos passar e hoje estamos aqui desempenhando um papel muito importante. Candidato fala isto e aquilo, o que vai fazer. Mas, gostaria de saber como garantir a governabilidade e funcionamento da Câmara sem participar de conchavos, troca de cargos e salários e outros benefícios. Será que trocariam cargos pelo apoio?”, perguntou o jornalista e apresentador Rodrigo Salomon (Band).
Ricardo Xavier (PSDC) foi o sorteado para responder. “Política é uma coisa, politicagem é outra. Assinei a carta de Campinas onde me comprometi a fiscalizar o Executivo. Os cargos de confiança serão pessoas indicadas por mim e vão trabalhar na rua. Minha campanha é feita com recurso próprio”
“Gostaria de saber qual será o tema do primeiro projeto de lei que beneficiará a região e qual a área que irá fiscalizar”, perguntou o jornalista e radialista Danilo Leite Fernandes da Rádio Educativa da Prefeitura de Campinas. A resposta é da candidata Débora Palermo (PMDB). “Vou trabalhar pelas crianças, adolescentes e família. A falta de creche na nossa região é um problema enorme, além da grande demanda. A mãe vai trabalhar e não sabe onde deixar a criança. Na região, há apenas uma creche. Precisamos de mais creches para que a criança fique protegida. Educação e meio ambiente, principalmente a questões referentes à APA, são as áreas que irei me dedicar”.
“O que considera hoje o principal problema e mais emergente nos distritos e como resolver”, questionou a editora do Jornal Local, Sandra Venâncio. O vereador Cirilo respondeu: “Hoje não é possível apontar. Problemas complexos em várias áreas. As demandas serão direcionadas conforme a necessidade. A segurança é um deles. Há dois anos perdemos a base da Polícia Militar e há dois meses a Guarda Ambiental. A demanda por mais segurança é enorme e causa inquietação na sociedade.”.
Pergunta enviada por e-mail
Alunos da escola estadual Francisco Barreto Leme perguntam se caso for eleito e sendo do distrito de Sousas continuará a discriminar a comunidade de Joaquim Egídio, excluindo de toda e qualquer benfeitoria? Quem responde é o vereador Sebastião Torres (PSB). “A questão de discriminar não entendi muito, mas acredito que seja administrativa. Quando é indicada para o cargo a pessoa deve ter uma visão do jogo. Quanto ao meu trabalho tenho projetos aprovados que beneficiam a área”
A moradora do San Conrado, Luiza Aparecida Pasim Santos, quer saber sobre as melhorias de ônibus e horários, principalmente no San Conrado e quem mora em sítio. O candidato José Cremasco (PT) disse que caso o candidato a prefeito petista ganhe as eleições em Campinas ficará fácil a solução. Para ele, há uma visão estreita de quem administra. “Ônibus enormes circulando no centro de Sousas atrapalham o trânsito. É um a questão de bom senso. Porque não formar uma cooperativa de transporte em Sousas? Vamos juntar todo mundo do San Conrado e fazer plantão no 4º andar da Secretaria de Transportes. A solução é barata e simples, não faz porque não tem competência.”, criticou.
O Centro Comunitário Irmão André (Cecoia) quer saber como os candidatos, se eleitos, fiscalizarão o Executivo, já que o objetivo do vereador é fiscalizar, acompanhar os trabalhos do Executivo e apurar as denúncias. “Cabe ao vereador fiscalizar o Executivo e não se vender, ser conveniente com o prefeito. O vereador nem tampouco pode prometer tapar buraco em troca de cargo. Se houve uma indicação de um vereador para o cargo de subprefeito de Sousas foi do vereador Sebá”. Almeida Correa.
Como o candidato citou o nome do vereador Sebastião Torres, o mesmo pediu direito de resposta, que foi concedido. “Não tenho nenhum cargo no governo e não participei da indicação para o cargo de subprefeito. Participei de uma reunião, no qual eu e o vereador Cirilo dissemos que não indicaríamos um nome para o cargo. Quando Pedro Serafim assumiu e pediu uma opinião, disse apenas que deveria ocupar o cargo uma pessoa da terra”, disse.
O Centro de Reabilitação Física quis saber quais são as políticas públicas e propostas sobre a assistência à pessoa com deficiência física. “O candidato Fernando Bulgarelli (PMN) disse que não conhece o serviço realizado pelo Centro, pois nunca esteve no interior do local. É preciso conhecer de perto. Apenas conheço e observo o serviço pela parte externa.”
Professores do Conselho de escola da SME/CEMEI querem saber a posição dos candidatos em relação à falta de vagas para crianças de quatro meses a dois anos. O candidato Cláudio Rissi (PP) disse que este é um problema crônico nos distritos e defende uma participação popular mais contundente para solicitar mais creche para a região, já que a questão se refere ao Executivo.
Os alunos da escola estadual Dr. Tomás Alves perguntam quais são os projetos que envolvem segurança escolar e integridade dos alunos. Ricardo Xavier (PSDC) disse que o tema segurança é uma questão que deve envolver a subprefeitura e a Prefeitura. “Nós como vereadores devemos sentar juntos com os alunos para que sejam ouvidos e as propostas sejam encaminhadas para o Executivo.”
O morador do San Conrado, Nilton Rocha Marino, pergunta sobre os constantes alagamentos, principalmente no verão, das ruas próximas ao centro e na Avenida Mário Garnero. E porque os moradores próximos às margens do Rio Atibaia ainda não foram removidos para um local seguro? Fernando Bulgarelli (PMN) afirmou que muito dos moradores não querem sair de suas propriedades e que estão previstas obras que futuramente beneficiarão Pedreira e Sousas. “Haverá mudanças nas estradas”, disse.
Perguntas do público presente:
Com relação à derrubada de casas no Jardim Conceição, qual é o verdadeiro motivo, “questão ambiental”, sendo que a maioria dos comércios, em Sousas estão localizados em área de APA?, questionou o morador Rafael Zamaro. Por sorteio, a pergunta foi respondida pela candidata Débora Palermo (PMDB). “Não há interesse social de pessoas pobres em Sousas. Eles foram retirados e deslocados para longe, enquanto deveriam ficar na região. Porém, as casas de alto padrão continuam em área de APA. Fico indignada em relação a isto. A lei é para todos e não apenas para os mais pobres”.
Paulo Eduardo, morador de Sousas, quer saber se os candidatos vão adotar o estilo “Xuxa”: antes da eleição “beijinho, beijinho” e depois “tchau, tchau”? Cláudio Rissi (PP) responde: “está é a quarta vez que sou candidato. Sou uma pessoa que sempre morou e viveu em Sousas. Eleito ou não tenho como fugir.”
Rodrigo Zamaro pergunta sobre a área da Saúde em Sousas. O candidato petista, José Cremasco disse que a saúde é uma preocupação constante e que dependerá do compromisso do futuro prefeito. Para ele, a construção de um posto de saúde não precisa de uma obra faraônica. É possível resolver o problema rapidamente. “Cada prefeito segue uma cartilha, plano de governo, e é só cobrar. E caso não cumpra, poderemos pedir a cassação”, argumentou.
Edgar Pereira, morador do Ermitage, questiona sobre a situação do esgoto nos distritos, que segundo ele, a população aguarda há mais de 12 anos. Sebastião Torres (PSB) disse que o vereador tem que se empenhar e que em conversa com o diretor técnico da Sanasa, existe a promessa que até o fim do ano as obras se iniciem. “Já existe a coleta, mas sem tratamento A estação prometida para dezembro e a operacionalização em fevereiro”, afirmou.
A moradora do San Conrado, Caroline Martins, quer saber sobre a questão de segurança depois da perda do posto da Polícia Militar e Guarda Ambiental para Joaquim Egídio. Paulo Haddad respondeu e enfatizou a importância de uma nova base instalada aqui e o aumento do efetivo. Acredita que campanhas educativas, intensificação do policiamento e uma atuação mais efetiva do Conseg local irão melhorar a segurança na região. “Vamos trabalhar, brigar por uma melhoria na área de segurança”.
Melhoria do trânsito, principalmente na ponte do Rio Atibaia foi o questionamento do morador Paulo Eduardo de Sousas. A resposta é do vereador Cirilo (PSDB). “Tem um projeto aprovado para a construção de uma nova ponte no Jardim Botânico até o condomínio Arboredo. Isto implica em um no novo empreendimento para novas vias. A ponte está obsoleta. Uma nova opção deve sair no próximo ano. Há uma necessidade de uma nova ponte e os pontos de paradas rápidas para os ônibus”, afirmou.
O morador Paulo Eduardo quis saber se há possibilidade dos vereadores receberem aumento de 126% após a eleição.
Cláudio Rissi (PP) disse que não apoiará a iniciativa e criticou veementemente o aumento e os ex-prefeitos cassados.
As estatísticas da Secretaria de Segurança sobre as ocorrências policiais na região não configuram a realidade. Quem seria o responsável pela mudança, pergunta o morador Marcelino.
Almeida Correia (PSL) responde e diz que a pergunta está mal formulada e que assim como esta é difícil de entender, já que se trata de números copilados pelo governo estadual.
Qual é o compromisso que a subprefeitura terá com os equipamentos, já que muitos estão obsoletos e não funcionam, questiona. Débora Palermo (PMDB) concorda e diz que é um problema da Prefeitura. “Os vereadores devem fiscalizar mais o Executivo, para que casos como este não ocorra. Moro em uma rua de terra e durante os períodos de chuvas fico ilhada. É um serviço necessário, que afeta muito a vida da população”, completou.
Em 2004 foi instituído o projeto Escola Aberta e hoje o que vocês proporiam na área de esportes. Cláudio Ricci (PP) disse que fundou uma escolinha de esportes. “Temos que lutar para que iniciativas neste sentido voltem a ser instituídas, precisamos de incentivo. Se chegar lá vou trabalhar pelo esporte”.
5 – Mesa de honra
No último bloco, os jornalistas Rodrigo Salomon e Danilo Leite Fernandes e o pároco Paulo Roberto Emiliano formularam uma pergunta em consenso, dividida em três partes: Se os vereadores terão um papel de protagonista, com uma postura independente ou vão continuar a ser coadjuvantes no cenário político? Qual será o tema do primeiro projeto de lei que beneficie os distritos? E, por fim, qual a opinião dos candidatos sobre a Ficha Limpa?
Almeida Correia (PSL): “Pretendo combater o peculato e pirataria. Já passou da hora do vereador ter um papel de protagonista. Temos que ir atrás dos recursos para melhorar a qualidade de vida da população. O vereador tem que ter coragem e parar de puxar o saco do prefeito. Eles ficam muito preocupados com a mídia e ibope. Sobre a ficha limpa tem candidatos em Sousas que é ficha suja.”
Cláudio Rissi (PP) –“Precisamos renovar a Câmara e mostrar que há candidatos bons com ficha limpa que podem ajudar a população através de um trabalho sério.”
Débora Palermo (PMDB) – “Vou lutar para instalar um posto de Saúde 24 hs nos distritos. Se você se coliga, tem que ter ética e confiar na coligação, defender. Vou denunciar as coisas erradas, não tenho medo. O vereador deve ter idoneidade moral sem crimes pendentes. Denunciei vários casos como conselheira tutelar e vou continuar . Quanto a Ficha limpa sou a favor e minha postura é contra os candidatos sujos fazendo campanha pedindo dinheiro.”
Fernando Bulgarelli (PMN) – A Justiça está aí para isto, fazer as leis serem cumpridas. Vou ter uma postura independente e vou lutar pela nossa região
José Cremasco (PT) – “É tão simples. Vocês sabem que nem sempre são os vereadores que escolhem o presidente da Câmara, que na maioria dos casos é indicação do prefeito. Não vou subservente ao prefeito seja ele do meu partido ou de outro. Não pretendo fazer uma oposição sistemática e idiota. Não vou jogar minha profissão de 33 anos, como advogado e fazer papel de bobo. A Câmara será renovada. A CPI Sanasa os vereadores se omitiram Não vou participar desta lógica na Câmara. Terei em mãos da cartilha do prefeito vencedor. Não agirei sozinho. Não serei protecionista.”
Cirilo (PSDB): “Os candidatos têm compromisso com os distritos. Não sou vereadr de bairro, mas sim de Campinas. Luto pelo que é bom para a cidade. Também tenho preocupação com a APA. Na política os projetos devem ser adequados a realidade não importa se copiados de outras cidades. Muitos projetos meus ficaram parados devido à demora de informações do Executivo. A ficha limpa nacional é para os candidatos. Sou autor da ficha limpa municipal que abrangem comissionados”.
Paulo Haddad (PPS): “Sinto-me confortável por ser ficha limpa e vamos trabalhar nesse sentido. Minha área de atuação será na área de saúde pela minha formação. O dinheiro está ai, falta vontade política. Vou lutar através de políticas sociais para que os jovens não caiam na marginalidade”.
Ricardo Xavier (PSDC): “Assessor meu é na rua. Vou criar subprefeituras com papel de prefeitura. Apoio Pedro Serafim e estou com ele até o fim como presidente de partido da região.”
Sebastião Torres (PSB): “Ficha limpa tem que avançar mais mesmo sendo uma sugestão da população. Eu realmente sou PSB, sou secretário geral da executiva do partido. Tenho dificuldade na política por ser leal aos meus conceitos. Falo o que penso. Não tenho cargos no governo. Sou um homem idealista, de ação. Tenho vários projetos de lei principalmente na área ambiental, que buscam qualidade de vida da população. Outra preocupação é com o saneamento básico e creches.”
Perguntas abertas ao público
Cirilo (PSDB) responde pergunta sobre a falta de material nos Posto de Saúde. “A Saúde em Campinas está uma vergonha. Vou continuar a lutar e cobrar. Vou encaminhar a denúncia para a Secretaria de Saúde”
Como o vereador irá compor seu trabalho no Legislativo com sua profissão atual? José Cremasco, (PT) diz que caso eleito vereador tem compromisso com a população e irá cumpri-lo. E que deverá fiscalizar rigorosamente os horários de seus funcionários e assessores.
Qual a opinião sobre o voto distrital? O vereador Sebastião Torres (PSB) acredita que na reforma política é uma novidade. “Porém o que me preocupa é o voto distrital misto. Um escolhido e outro indicado pelo partido.”
O prolongamento da Avenida Mackenzie é apontado como solução para o trânsito na região, mas há dúvidas. Paulo Haddad (PPS) afirma que o problema da Avenida Mackenzie irá facilitar alguns bairros e resolverá parcialmente a questão do trânsito. “Não há uma solução total. O que irá resolver é a duplicação da ponte”, dissePerguntas




