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quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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PF investiga Grupo Fictor por suspeita de crimes financeiros após pedido de recuperação judicial

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Empresa é alvo de inquérito por gestão fraudulenta e atuação irregular no sistema financeiro

A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira, 4, um inquérito para investigar o Grupo Fictor por suspeita de crimes contra o sistema financeiro nacional. A apuração ocorre poucos dias após a empresa protocolar pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo, informando dívidas em torno de R$ 4 bilhões. O grupo havia anunciado, em novembro do ano passado, uma proposta para adquirir o Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central.

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O inquérito foi aberto após a PF identificar indícios de irregularidades em investigações preliminares que já envolviam o grupo. A investigação apura quatro possíveis crimes: gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro equiparados a valores mobiliários e operação de instituição financeira sem autorização dos órgãos competentes.

Após a liquidação do banco, o Grupo Fictor passou a relacionar sua crise de liquidez diretamente ao episódio Foto Rovena Rosa Agencia Brasil

A apuração ocorre em um contexto de forte turbulência no setor financeiro envolvendo o Banco Master. Em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra a instituição, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, controlador do banco. Pouco antes, Vorcaro havia anunciado negociações para a venda do Master ao Grupo Fictor, em uma operação que incluiria investidores estrangeiros. O Banco Central, no entanto, decretou a liquidação da instituição por suspeitas de fraude e ausência de garantias nos produtos financeiros ofertados ao mercado.

Internamente, a negociação com o Fictor foi classificada como uma “cortina de fumaça”, sob o entendimento de que o grupo não teria capacidade financeira para concluir a aquisição, de que os supostos investidores estrangeiros nunca foram apresentados formalmente e de que a operação teria sido anunciada às pressas, às vésperas de medidas já em curso contra o banco. Na véspera da liquidação, representantes do Master chegaram a procurar a diretoria de fiscalização do Banco Central para tratar da negociação, mas a intervenção já estava definida.

Após a liquidação do banco, o Grupo Fictor passou a relacionar sua crise de liquidez diretamente ao episódio. No pedido de recuperação judicial, a empresa afirma que o objetivo é reorganizar suas operações e garantir o pagamento dos compromissos financeiros assumidos, em meio à perda de confiança no mercado.

Em nota divulgada pela companhia, publicada na íntegra, o grupo atribui os efeitos financeiros à repercussão do caso:
“Com a decretação da liquidação da instituição pelo Banco Central, um dia após o anúncio da aquisição, a reputação do grupo foi atingida por especulações, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”.

O inquérito da Polícia Federal segue em andamento e deverá aprofundar a análise das operações do grupo, incluindo sua atuação no mercado financeiro e a relação com a tentativa de aquisição do Banco Master.

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