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Bolsonaro já tirou 15 mini-férias e explodiu gastos com cartão corporativo

Durante a pandemia, Bolsonaro ainda aproveitou os passeios para causar aglomerações de apoiadores, contrariando as regras de isolamento social do próprio Ministério da Saúde.

 

 

Em três anos e meio de governo, Jair Bolsonaro (PL), rejeitado por 54% dos brasileriros, segundo pesquisa Datafolha, já tirou 15 mini-férias e explodiu gastos com cartão corporativo, que soma  R$ 38 milhões até agora – R$ 8,8 milhões em 2022 – e ainda colocou os gastos sob sigilo de 100 anos.

 

No Carnaval de 2022, Bolsonaro demonstrou irritação ao ser questionado sobre suas temporadas no litoral.

Se achar que eu não devo sair mais de folga, se eu virar candidato à reeleição, que não vote em mim, aí eu não vou estar mais aqui no hotel.

– Bolsonaro

Ele foi questionado na ocasião sobre os gastos resultantes de uma de suas viagens de féria a Santa Catarina que custou quase R$ 900 mil aos cofres públicos, de acordo com dados do governo fornecidos ao jornal O Globo por meio da Lei de Acesso à Informação.

A reportagem ‘Bolsonaro enforca dias úteis e faz do lazer uma rotina em governo mal avaliado’, da Folha, mostra que o presidente viajou 11 vezes para o Forte dos Andradas no Guarujá, litoral paulista, três vezes para o Forte Marechal Luz, em Santa Catarina, e uma vez para a base de Aratu, na Bahia.

No mesmo período de seu primeiro mandato, o ex-presidente Lula (PT), o preferido entre os brasileiros para voltar ao Palácio do Planalto, segundo todas as pesquisas realizadas até agora, folgou três vezes.

Durante a pandemia, Bolsonaro ainda aproveitou os passeios para causar aglomerações de apoiadores, contrariando as regras de isolamento social do próprio Ministério da Saúde.

O que ele menos gosta é de trabalhar. Além dos feriados prolongados e folgas em dias úteis, Bolsonaro trabalhou, na média geral, 4,8 horas por dia de janeiro de 2019, quando assumiu o governo, e fevereiro de 2022. E, este ano, ele conseguiu reduzir ainda mais a média de sua carga de trabalho. Passou de 5,6 horas em 2019 para só 3,6 horas este ano, segundo o estudo feito pelo cientista político Dalson Figueiredo (UFPE/Oxford) em parceria com os cientistas sociais Lucas Silva (Uncisal) e Juliano Domingues (Unicamp).

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