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sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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Procon alerta que supermercados devem dar alternativas para sacolas plásticas

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O fim da distribuição das sacolinhas plásticas pelos supermercados tem gerado muita polêmica e reclamação entre os consumidores. Desde o dia 25 de janeiro, quem vai fazer compras é obrigado a levar sua própria sacola de casa ou pagar pelas sacolas retornáveis. A prática, adotada pelos estabelecimentos filiados à Associação Paulista de Supermercados (APAS), tem como objetivo contribuir com a preservação do meio ambiente evitando o lixo nocivo gerado pelo acúmulo de plástico.

A iniciativa não é municipal. A APAS e o Governo do Estado assinaram um termo de cooperação e lançaram a campanha “Vamos tirar o Planeta do sufoco”, que visa despertar no consumidor a consciência ambiental por meio da substituição das sacolas descartáveis pelas retornáveis nos supermercados. Com isso, o consumidor está sendo obrigado a comprar embalagens para carregar seus produtos.

Apesar dos benefícios ao meio ambiente, muita gente tem reclamado do projeto. Diante das queixas dos consumidores e preocupado com a questão ambiental, o Procon de Campinas esclarece que os supermercados podem substituir as sacolas plásticas, desde que ofereçam ao consumidor outras opções, gratuitas, para que eles acomodem e transportem suas compras. Isso vale para caixa de papelão, sacolas biodegradáveis, entre outros.

“O Procon não é contra a substituição das sacolinhas. No entanto, o consumidor não é obrigado a assumir sozinho este ônus. Se os supermercados firmaram este compromisso, eles devem trocar as sacolas, mas dar outra opção eficiente e gratuita de embalagem para seu cliente transportar suas compras”, informou a diretora do Procon de Campinas, Viviane Belmont.

Embalagem alternativa
Assim, se o estabelecimento não oferecer mais a sacola plástica, outro tipo de embalagem deve ser disponibilizada gratuitamente ao consumidor. Ainda segundo o Procon, a sacola retornável, cobrada pelo supermercado, deve ser mais uma alternativa e o consumidor tem o direito de escolher se quer ou não comprá-la. Ele não deve ser obrigado a adquirir só porque não tem outra opção para carregar suas compras.

A caixa de papelão, uma das alternativas à sacola, merece uma atenção especial. O Procon aconselha a verificar se as caixas não estão com cheiro de produtos químicos, ficaram expostas a insetos, animais ou restos orgânicos, que causaram algum tipo de contaminação que possa ser transmitida ao alimento acondicionado nesta caixa.

Desde a última segunda-feira (30), o Procon passou a incluir nas fiscalizações de rotina dos supermercados o item sacolas plásticas. Assim, além de data de validade, preços, os fiscais estão verificando também a distribuição de embalagens gratuitas aos consumidores. Um conselho do Procon é que o consumidor procure um supermercado que esteja ainda oferendo sacolinha e que passe a fazer suas compras neste estabelecimento. Dos 12 estabelecimentos já visitados, em nove a fiscalização verificou a distribuição de embalagens alternativas gratuitas (caixas de papelão ou sacos de papel) e em três continuam a distribuir as sacolinhas plásticas normais gratuitamente.

Para dúvidas, informações e queixas, o consumidor pode procurar o Procon Campinas pelo telefone 151, pela internet no site www.procon.campinas.sp.gov.br e pessoalmente na Avenida Francisco Glicério, 1307, Centro, das 9h às 16h, de segunda a sexta-feira.

Meio ambiente
Por outro lado, a secretária municipal de Meio Ambiente, Valéria Murad Birolli, explica que, embora apoiando a campanha, tem algumas restrições. Para ela, não restam dúvidas de que as sacolinhas plásticas são utilizadas de forma indiscriminada, alterando a paisagem urbana e causando prejuízos ao meio ambiente. No entanto, não julga a medida, por si só, seja suficiente.

“O ideal seria que o projeto destinasse parte do lucro obtido pelos supermercados e pelos fabricantes de sacos plásticos a programas de educação ambiental e na pesquisa de materiais que sejam menos agressivos ao meio ambiente que possam substituir os sistemas de plástico hoje existentes”, disse Birolli.

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