Prefeitura estuda possíveis locais, mas período eleitoral deverá retardar
escolha
O secretário Municipal de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública, Sinval Dorigon, afirmou que a sede definitiva da Base Ambiental da Guarda Municipal (GM) ainda não tem uma data para ser inaugurada.
Um oficio já foi enviado à Secretaria de Planejamento solicitando a disponibilização de outro local, na mesma região. Porém, não há previsão exata. “Deve acontecer nos próximos meses. Estamos empenhados em encontrar outro local para a Base de Sousas o quanto antes seja possível e evitar qualquer prejuízo para a população local. Está é, inclusive, uma determinação do Prefeito Pedro Serafim”, disse.
Outro possível entrave é realização das eleições municipais em outubro. “Em ano eleitoral tudo é mais demorado. Caso encontremos um local pronto, onde necessite apenas adequações, poderemos inaugurar em até 30 dias”, completou.
Para Marco Antônio Vicentini, subprefeito do Distrito de Joaquim Egídio, o principal objetivo é que a base ambiental seja mantida na região. ”Não podemos deixar que vá embora”, afirmou. Várias opções foram encaminhadas à Secretaria, segundo informa, entre eles, um terreno de cinco mil metros quadrados na estrada vicinal CAM 127. Todos às áreas indicadas pertencem ao distrito de Joaquim Egídio. “A população deve ficar tranquila, porque mesmo que a base definitiva demore a sair vamos atender a todas as partes legais”.
Já o subprefeito de Sousas, Joaquim Burgarelli, comentou que a escolha do terreno está a cargo da administração municipal. Questionado se havia indicado uma área em Sousas, ele disse que a única solicitação da Prefeitura foi a demolição da antiga sede, que já se encontrada finalizada. “Falta apenas à retirada dos alambrados”, desconversou.
Desativação
No fim de junho, a base ambiental, em Sousas , teve de ser desativada em cumprimento a uma decisão judicial. A notificação do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinava a desocupação imediata da área. O processo foi movido contra a Prefeitura por uma empresa imobiliária. À época, a base foi construída em terreno de uma praça pública.
Hoje, a GM está locada em um barracão anexo à Subprefeitura de Joaquim Egídio, na Rua José Ignácio, 14, Centro.
De acordo com Mauro Balthar, comandante da Região de Sousa e Joaquim Egídio, o patrulhamento na região continua com o Grupo de Patrulhamento Ostensivo com Motos (GPOM) e pelo Grupo de Apoio Especial (GAE) da GM.
Os agentes da GM, que atuavam na base de Sousas, foram remanejados para a base provisória e para a de Barão Geraldo, mas continuam exercendo suas atividades em Sousas, Joaquim Egídio e região, como de costume. “O atendimento à população continua normalmente, apenas houve a mudança do espaço físico”, lembrou. O efetivo para a região é de 30 GMs divididos em quatro turnos. O atendimento é realizado com duas viaturas, porém, na última sexta-feira, estavam em serviço apenas quatro GMs, dois na base e os outros em patrulhamento na viatura. Segundo o comandante, o restante do efetivo encontra-se em férias. “Neste período há uma diminuição do número de ocorrências ambientais. Temos equipes trabalhando dia e noite”, disse ao ser questionado sobre o número de viaturas em serviço.
Apesar de estar em funcionamento há mais de 15 dias, no local há apenas uma mesa, rádio e telefone, que foram instalados há pouco tempo, conforme a reportagem apurou. O subprefeito Vicentini discorda que a GM esteja em local precário e afirma que a base provisória atende perfeitamente as necessidades atuais. “O salão foi escolhido pelo próprio secretário, por estar defronte a rua, possuir estacionamento para a viatura, além de banheiro, chuveiro e cozinha”, argumentou.
O trabalho da GM na região, de acordo com o comandante, não se restringe a ocorrências ambientais, como fiscalização da Áreas de Preservação Ambiental (APA), derrubada de árvores e queimadas. “Também atendemos chamados de crimes pelo telefone 153”, disse. No último fim de semana, a GM prendeu um pessoa acusada de roubo no Centro Social de Sousas. (Cláudia Kojin)




