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sábado, fevereiro 7, 2026
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Sem público, e com tanque soltando fumaça, desfile militar de Bolsonaro foi um fiasco

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Bolsonaro convidou, por meio de suas redes sociais, várias autoridades para assistir o desfile, mas só estavam lá subordinados do ministro da Defesa, Walber Braga, os comandantes da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e da Marinha, Almir Garnier Santos.

 

 

Evento que durou apenas nove minutos foi duramente criticado por parlamentares e pelo ex-presidente Lula, mas também rendeu centenas de piadas nas redes sociais

 

Esvaziado e com taque de guerra soltando fumaça para alegria dos internautas, que zombaram do ‘poder de fogo’ das Forças Armadas, o desfile de carros blindados promovido pelo presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL) nesta terça-feira (10) durou apenas nove minutos e críticas severas de parlamentares e do ex-presidente Lula, mas também centenas de piadas nas redes sociais.

Bolsonaro convidou, por meio de suas redes sociais, várias autoridades para assistir o desfile, mas só estavam lá subordinados do ministro da Defesa, Walber Braga, os comandantes da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, e da Marinha, Almir Garnier Santos.

Como militar que não atende convocação de um superior, neste caso Braga Netto, comete ato de indisciplina e a infração é punida com demissão, estava lá até o comandante do  Exército, que até agora não deu nenhuma demonstração de ser bolsonarista.

Não compareceram os presidentes do Superior Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux; do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, e da  Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), convidados nominalmente, nem os demais a quem o convite foi estendido, como os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), do Tribunal de Contas da União (TCU), ministra Ana Arraes, do Suprerior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministra Maria Cristina Peduzzi.

O evento inédito gerou protestos, principalmente da oposição, já que ocorreu no mesmo dia em que a Câmara pautou a votação da proposta de emenda à Constituição que institui o voto impresso, defendido por Bolsonaro.

Segundo os militares, o evento foi realizado paraentregar a Bosonaro um convite formal para assistir a Operação Formosa, o maior exercício militar da Marinha no Planalto Central, prevista para acontecer no próximo dia 16 com a participação do Exército e da Aeronáutica pela primeira vez.

Em entrevista à Rádio ABC de Porto Alegre, o ex-presidente Lula disse que não era preciso “inventar um desfile militar” para entregar o convite ao presidente da República.

Lula classificou como “patética” a realização de um desfile de veículos militares blindados nos arredores do Congresso Nacional hoje.

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), abriu a audiência desta terça-feira com um discurso criticando Bolsonaro e o desfile militar.

“Bolsonaro imagina com isso estar mostrando força, mas na verdade está evidenciando toda a fraqueza de um presidente acuado pelas investigações de corrupção, inclusive desta CPI, e pela incompetência administrativa que provoca mortes, fome e desemprego em meio a uma pandemia ainda sem controle”, disse Aziz.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), também em declaração durante a CPI da Covid, criticou duramente o desfile de tanques do Exército promovido por Bolsonaro e fez um apelo para que “todos senadores, inclusive eu sei que são Democratas, que apoiam o governo, as ideias, mas que são essencialmente democratas, fazer com todos nós um coro de protesto veemente com esses acontecimentos de hoje”.

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