O reajuste do valor da tarifa do transporte público coletivo, de R$ 2,85 para R$ 3,00, inicialmente previsto para a zero hora do dia 1º de janeiro de 2012, entrou em vigor no dia 6 de janeiro, depois da normalização dos problemas apresentados no sistema de venda e recarga do Bilhete Único da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc).
Nessa mesma data, dia 6 de janeiro, o passe escolar foi de R$ 1,14 para R$ 1,20. Os valores das linhas Circular-Centro (5.01 e 5.02) passaram de R$ 1,90 para R$ 2,00 para pagamento com o Bilhete Único; e de R$ 2,85 para R$ 3,00, no pagamento em dinheiro. O passe escolar nestas duas linhas (5.01 e 5.02) foi de R$ 0,76 para R$ 0,80.
O índice de reajuste aplicado à passagem de ônibus foi de 5,26% (variação de janeiro a dezembro de 2011); e ficou abaixo de todas as taxas e índices de inflação no mesmo período; já que a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – IBGE) era de 6,51%; para o Índice de Custo de Vida (ICV – Dieese) de 6,44%; o Índice Geral de Preços (IGP-M – FGV) de 5,75%; e a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC – FIPE) de 5,69%.
O cálculo da tarifa do transporte público coletivo é feito sobre uma cesta de insumos, que leva em contam os preços dos veículos, pneus, combustível, manutenção e salários da mão de obra do setor (cobradores e motoristas). De acordo com a planilha tarifária da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC), os insumos que mais impactaram para o reajuste das passagens foram os aumentos nos preços dos pneus, que sofreram variação de 6,58%; os custos com veículos, que tiveram variação de 6,57%; na sequência, os gastos com salários, na ordem de 5,95%; e a variação dos combustíveis, que ficou na casa dos 5,55%. A variação geral dos insumos do setor ficou em 6.02%; portanto, o reajuste também ficou abaixo de todos os índices inflacionários.
As empresas concessionárias do setor reivindicavam uma tarifa de R$ 3,44, conforme publicado na imprensa em geral, o que representaria um aumento de 20,7%; enquanto a Prefeitura adotou 5,26%, mantendo o valor do subsídio de R$ 28 milhões para o ano de 2012, para o pagamento das tarifas dos idosos e pessoas com deficiência.
Bilhete Único
O uso do Bilhete Único possibilita a integração temporal entre as linhas. Pagando apenas uma tarifa, o usuário pode pegar quantos ônibus forem necessários para chegar ao destino, no período de 1h30, nos dias úteis e no sábado. Já nos domingos e feriados, o tempo de integração é de 2h. A integração temporal atende 100% dos usuários.
Renovação da frota
Atualmente, a frota do Sistema InterCamp possui 1.241 veículos (entre miniônibus, midiônibus, ônibus, ônibus articulados e ônibus biarticulados). Desse total, 420 veículos são acessíveis (33,8% do total da frota).
A idade média da frota é de cerca de 4 anos. Como dado complementar, desde a implantação do Sistema InterCamp, em 2006, mais de 1.030 veículos zero quilômetro foram incorporados à frota. Em 2005, antes do Sistema InterCamp, a idade média da frota era de 5,29 anos.
Em 2011, a média de viagens realizadas por dia útil foi de 622.738 (média por dia útil de janeiro a dezembro de 2011).
Gratuidades
Atualmente, idosos e pessoas com deficiência já possuem gratuidades. Os custos são subsidiados pelo Poder Executivo Municipal.
Além disso, estudantes de Ensino Fundamental, Médio e Técnico, que residem em Campinas, a mais de um quilômetro da escola onde estudam, possuem o benefício do Bilhete Único Escolar, com tarifa diferenciada (R$ 1,20).
Qualquer outra isenção tarifária implica em custos adicionais para os outros usuários do transporte público coletivo; e necessita de uma ampla discussão com a sociedade.




