
Não há um único médico na unidade de saúde para atender os pacientes
Devido as fortes chuvas que caíram no final do ano passado, acabou resultando na quebra de telhas do Centro de Saúde de Joaquim Egídio, além do entupimento das calhas, causando inundação no prédio que, já apresentava infiltrações. Em visita técnica, a Defesa Civil considerou as condições insalubres, mas a Vigilância Sanitária resolveu interditar o local.
O problema de infiltração de água já ocorre há mais de um ano, segundo a conselheira de saúde municipal Talita Diniz Foresti, que representa os usuários.
Infiltração, paredes mofadas, calhas entupidas, prédio em péssimas condições, todos esses problemas já vinha sendo alertado pela conselheira. “Com as chuvas, as infiltrações vem ocorrendo de forma sistemática, ocasionando o entupimento das calhas e ao acúmulo de água na laje, o que contribuiu para inundar o prédio”, conta.
A conselheira ressalta que a unidade de saúde foi inaugurada em 2007 e que estão esperando por reforma desde que a infiltração começou, há mais de um ano. “A reforma só começou porque o prédio foi lacrado. Sem contar que o CS Joaquim Egídio está sem médico. Olha o absurdo!”, afirmou indignada.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que todo o sistema de consultas foi transferido para o Centro de Saúde de Sousas. O atendimento também está sendo feito em domicílio para a população da área rural. Já os pacientes que tinham consultas agendadas devem se dirigir ao CS Sousas.
De acordo com os usuários, o CS Sousas já está sobrecarregado por conta da alta demanda de Covid-19, vacinação, entre outros procedimentos de rotina, o que dificulta o atendimento aumentando a espera.
Sobre a reforma, a Administração Municipal informou que a previsão para reabertura é de 30 dias. As obras estão na fase de instalação das calhas. A unidade receberá a troca do telhado e manutenções como pintura interna e externa e poda de árvores. A reforma também inclui reparos nos sistemas hidráulico e elétrico.
Fragilizados pelas doenças, pandemia, problemas financeiros e a falta de empatia do poder público, tem levado muitos moradores a se revoltarem com a administração, que deveria ter tomado providências para evitar a lacração e prejudicando os usuários.
Além da distância para se locomover para Sousas e a falta de informação aos usuários, tudo isso afeta à população mais carente, já que muitos dependem de transporte coletivo, e algumas vezes, não tem dinheiro para pagar a passagem até Sousas. “Tentei ligar no Centro de Saúde, mas ninguém atende ao telefone. Fui à pé para Sousas para medir a pressão e chegando lá, não fui atendido” disse o usuário que não quer se identificar.
Recentemente uma moradora também foi flagrada caminhando na Rodovia SP-81, em direção ao CS de Sousas. A mulher alegou que não tinha dinheiro para pagar a passagem e, por isso, resolveu caminhar.




