A Farmácia Popular do Centro de Campinas funcionará apenas até o dia 19, próxima terça-feira, e depois será fechada por tempo indeterminado. No entanto, a Prefeitura não está informando adequadamente a população sobre o fechamento. Só estão sendo comunicados verbalmente, desde segunda-feira desta semana, os usuários que vão à unidade retirar medicamentos. O vereador Pedro Tourinho (PT) fez uma diligência no local nesta quarta-feira e constatou que não há nenhum aviso escrito para orientar os usuários e a prefeitura também não usa os meios de comunicação para esta finalidade.
Quem retira os medicamentos na Farmácia Popular recebe um folheto onde constam os endereços das duas unidades de Campinas, a do Centro e a do Jardim Guanabara. Os funcionários então explicam que a partir do dia 21, os usuários deverão ir até a outra unidade para retirar medicamentos.
“Desde 2012 se sabe que o prédio onde está a farmácia deveria ser desocupado e mesmo assim, chegamos no final de 2013 sem ter um outro prédio alugado. Não bastasse este prejuízo para os usuários, eles sequer são avisados amplamente do fechamento”, criticou Tourinho.
Em outubro, o vereador denunciou que a farmácia iria fechar por falta de local. Via imprensa, a prefeitura forneceu informações contraditórias, reconhecendo o problema, mas alegando que manteria o serviço em funcionamento.
A moradora de Barão Geraldo, Iracema Pedro Santos, soube nesta quarta que a farmácia ficará fechada. Todos os meses ela retira medicamento no horário de almoço, uma vez que trabalha no Centro. “Agora eu vou ter que pegar outro ônibus pra ir ao Guanabara, não vai dar pra fazer isso na hora do almoço”, disse.
Os funcionários da Prefeitura que trabalham na Farmácia Popular serão remanejados para a unidade no Guanabara e também para o Distrito de Saúde Leste.
A Farmácia Popular do Centro, na rua Ferreira Penteado, atende cerca de 300 pessoas por dia e entrega em média 25 mil unidades de medicamentos por mês. Ela faz parte de um programa do governo federal, que subsidia os medicamentos enquanto a prefeitura fica responsável por fornecer o local e os funcionários. Os medicamentos são gratuitos ou têm descontos de até 90%.
Farmácias públicas
Campinas vive uma crise ainda maior na assistência farmacêutica: 80% das farmácias dos centros de saúde estão funcionando em horário reduzido e 10% (cinco unidades) estão fechadas por falta de funcionários. Acontece que há quase 300 profissionais aprovados em concurso públicos aptos a começar a trabalhar, mas a Prefeitura não os convoca. Enquanto isso, a população têm que se adaptar aos horários de funcionamento, ou ir a outros bairros mais distantes de suas casas para conseguir os medicamentos.





