Em março próximo, a peça “Trair e Coçar é só Começar”, de Marcos Caruso, completa 28 anos ininterruptos em cartaz. A fórmula de sucesso pode ser conferida a partir do dia 23 de janeiro, no Teatro Amil, quartas e quintas, 21h. Recordista de bilheteria teatral no Brasil, o espetáculo acumula cerca de 6 milhões de espectadores em quase 9 mil apresentações desde sua estreia em 26 de março de 1986, no Rio de Janeiro.
Tendo como personagem principal a empregada Olímpia, a peça está em cartaz em São Paulo, desde agosto de 1989, de onde sai somente para fazer turnês pelo País. Apenas três estados do Brasil (Acre, Amapá e Rondônia) ainda não assistiram à montagem.
Em 27 anos, quase cem atores passaram pela peça, entre eles, Suely Franco, Denise Fraga, Adriano Reis, Rômulo Arantes, José Augusto Branco, Ana Rosa, Alexandre Reinecke, Imara Reis, Roberto Arduin, Roberto Pirillo, Clarisse Abujamra, Mário Cardoso e Annamaria Dias.
No elenco atual, a famosa personagem criada por Marcos Caruso é interpretada por Anastácia Custódio. Completam o elenco de nove atores: Carlos Mariano, Cesar Pezzuoli, Lara Córdula, Carla Pagani, Mario Pretini, Ricardo Ciciliano, Siomara Schröder e Ivan de Almeida. A direção geral tem assinatura de Attílio Riccó e o atual diretor é José Scavazini.
A peça
A inspiração assumida de Marcos Caruso ao escrever “Trair e Coçar é só Começar” foi o gênero vaudeville – a comédia ligeira baseada na intriga e no equívoco.
Toda a trama se fundamenta em supostas infidelidades. Ao ver a patroa Inês assediada pelo síndico do prédio onde mora, a atrapalhada empregada Olímpia supõe que ela esteja traindo o marido Eduardo, apesar de eles estarem preparando a festa de 16 anos de casados. Depois, ela ouve uma piada de Eduardo sobre “as namoradas” dele e conclui que o patrão também trai.
Na cabeça de Olímpia, Lígia, a melhor amiga de Inês, também está em suspeita, assim como o marido dela, Cristiano. As conclusões apressadas da empregada começam a gerar uma série de “quiproquós” a ponto de, em dado momento, todos os personagens se envolverem numa confusão aparentemente sem saída.
Convicta do princípio de que informação vale ouro, a esperta Olímpia começa a subornar seus patrões e os amigos deles. E a sucessão interminável de mal-entendidos se completa com a chegada de um vendedor de joias e de um padre.





