Nós, brasileiros, precisamos valorizar um pouco mais os grandes feitos dos nossos compatriotas. Não só no esporte, mas também em outros segmentos, temos conquistas que orgulham o mundo e no enquanto não damos a importância devida. O marketing dos Estados Unidos e de alguns países da Europa é muito forte e não raro reverenciamos feitos dos outros e fechamos os olhos para nossas realizações. O Romário chegou à marca dos mil gols. Que coisa fantástica! Ao invés de se procurar distorcer a contabilidade dos números, imputando falha ou má fé na contagem, vamos vibrar com esta maravilhosa conquista. O mundo falou do milésimo gol de Romário. Ele é brasileiro. Deu-nos muitas alegrias com a camisa da seleção e encantou as torcidas dos times pelos quais passou. Um vencedor! Questionar a autenticidade dos números neste momento é desvalorizar um produto nacional de grande valia. Romário é coisa nossa! Poucas pessoas da face da Terra sabem que Puskas e Frierderach (não sei se é assim que se escreve) também chegaram a esta incrível marca. Muitos dos que ainda estão neste mundo viram a emoção e participaram do momento histórico do milésimo de Pelé. Já o de Romário, por ser recente, o mundo inteiro viu. E a importância deste gol é mágica. Hoje os melhores jogadores do mundo não fazem gols como antigamente. A marcação chega a ser perversa! Veja quantos gols tem Ronaldo, o fenômeno, Ronaldinho gaúcho, Beckan e outros astros da atualidade. Num passado um pouco mais recente, Zico, Maradona, Dadá Maravilha, Roberto Dinamite, e alguns outros que se destacaram, foram artilheiros, no entanto ficaram distante desta marca. O futebol, na época áurea destes valores, apresentava muitos gols por partida. Goleadas e goleadas eram verificadas. Sem o respaldo efetivo da televisão e da mídia de uma maneira geral a preocupação com o emprego de técnico e até de jogadores era bem menor, o que permitia um futebol aberto e franco. Hoje os canais especializados em esportes, tanto de rádio quanto de tv, os sites, os jornais, revistas e outros meios de comunicação tratam o futebol como um grande produto e por isso a divulgação e badalação são bem maiores. Assim todos se conhecem e se torna muito mais difícil a feitura do gol. Os dirigentes do passado também tinham preocupação em formar times e conquistar títulos. Hoje o que importa é formar um time para desmancha-lo no final com lucro. Mesmo com a Lei Pelé, que limita muito este tipo de atitude, a preocupação é com o resultado financeiro. Sendo assim o entrosamento, que leva ao gol, precisa ser reiniciado todo ano. Times do passado, como Santos, o Flamengo, o Cruzeiro, o Atlético, o Vasco, que mostravam praticamente os mesmos jogadores a cada temporada, hoje são reciclados, a cada campeonato. Por isso e por muito mais, afirmo que quem viu, viu! Quem não viu, não verá! Vamos lá. Eu me arrisco a dizer que nenhum ser humano, que viveu este momento do dia 20 de maio passado verá, até o fim de seus dias, um outro jogador chegar a esta conquista. Romário foi, com certeza, o último jogador do século XXI, a chegar aos mil gols.
Um abraço e boa sorte!
Alberto César
Quem viu, viu! Quem não viu, não verá!
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