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sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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CPI não encontra fraude na Sanasa e IMA, mas sugere investigação em todos os contratos

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Relatório da CPI das Licitações da Câmara conclui que não há indícios de que a quadrilha denunciada pelo MP tenha conseguido êxito na Sanasa e IMA, mas aponta que é necessário o aprofundamento das investigações por parte da Policia Federal e Ministério Público nos 363 contratos feitos em órgãos do Governo do Estado, Sabesp, Prodesp, Prefeitura de São Paulo, TJSP e no próprio MP, entre outros.

O relatório do vereador Sebastião dos Santos foi assinado nesta quinta-feira pelos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a denúncia de fraudes nas licitações da Sanasa e IMA, vencidas pelas empresas Lotus, Infratec e Pluriserv. O documento deve se protocolado nesta sexta-feira e lido ao Plenário na segunda-feira.

Para o vereador Sérgio Benassi (PCdoB), presidente da CPI, o relatório finaliza um trabalho coerente e responsável. “Não há provas de que a quadrilha denunciada pelo MP tenha fraudado alguma licitação da Sanasa e IMA, mas queremos que as investigações da Polícia e do MP sejam aprofundadas porque são centenas de contratos em outras empresas, como cita o relatório, que não passaram pelas análises que fizemos”, afirma. O próprio relatório do MP, que provocou a denúncia, não apresenta provas de fraude na Sanasa e na IMA.

Histórico

A CPI das Licitações foi instaurada em setembro, após denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de que uma quadrilha havia fraudado licitações em diversos órgãos públicos do Estado de São Paulo e Tocantis, com 363 contratos, cujos valores somam mais de R$ 600 milhões.

A CPI pediu as documentações das empresas relacionadas ao caso. Sanasa e IMA realizaram sindicâncias internas. A Prefeitura, principal acionista nas duas autarquias, fez uma auditoria externa. Mais de 20 mil páginas de contratos, relatório de pagamentos, holerites, cartões pontos e pareceres foram analisados e anexados ao processo. Atuais e ex-presidentes e diretores das duas empresas públicas foram interrogados pelos vereadores. Nada ficou provado da denúncia de fraudes nos contratos ou nas licitações das três empresas. Tudo cumpriu o rigor da lei 8.666 e dos pregões eletrônicos. As empresas foram contratadas regularmente e cumpriram – e cumprem – seus serviços corretamente e de maneira competente. A Lotus, por exemplo, presta serviços à Sanasa desde 1994.

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