Em dezembro de 2008 termina o prazo estabelecido pelo decreto no. 5.296 de 02/12/2004 para as empresas e o comércio se adaptarem e permitirem a acessibilidade de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Restaurantes, bancos, hotéis, lojas, supermercados, teatros, shoppings e cinemas são alguns dos empreendimentos que devem se adequar. Após esta data, os estabelecimentos serão passíveis de autuações e multas.
No mês das esperadas férias de julho, uma importante parcela da população brasileira se pergunta onde encontrar o local ideal para viajar nas férias. São os 14,5% da população que possui algum tipo de deficiência. Este público procura lugares que possuam estacionamento exclusivo, piso tátil, cardápio em Braille, além de acesso a todos os lugares e atividades de lazer.
Um bom exemplo e excelente opção para quem quer sair de São Paulo é a Estância Turística de Socorro, localizada a 130 quilômetros de São Paulo. Lá, um convênio entre a Prefeitura Municipal, a AVAPE, instituição focada nas pessoas com deficiência, e o Ministério do Turismo estão realizando nove ações para acessibilidade, entre elas a instalação de sinais sonoros nos semáforos e a construção e adaptação de rampas de acesso em locais públicos – ruas, praças, museus, etc. Na cidade, grande parte dos estabelecimentos hoteleiros já cumpre as exigências da lei, ou seja, eles possuem 5% de suas acomodações adaptadas.
Segundo Rosemary Alonso, especialista em acessibilidade, engenheira de segurança do trabalho da AVAPE e responsável pelo projeto em Socorro, promover o acesso das pessoas com deficiência vai muito além da construção de rampas. “A acessibilidade deve estar presente nos postos de trabalho, escolas, comércio, turismo, comunicações e transporte. Lembrando que um ambiente acessível proporciona maior segurança e qualidade de vida para todas as pessoas, não só para aquelas com deficiência”, explica.
São Paulo
Na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade irá estimular a adaptação de estabelecimentos comerciais, por meio de um programa que confere estrelas para os com melhor acessibilidade. Uma iniciativa para estimular o comportamento e o cumprimento da lei.
Sugestão de entrevistas
Para falar sobre o assunto de acessibilidade, tanto no turismo como nos perímetros urbanos, a sugestão de fonte :
Rosemary Alonso, especialista em acessibilidade e engenheira de segurança do trabalho da AVAPE. A profissional poderá falar sobre as adaptações necessárias, tanto em áreas públicas quanto privadas; mostrar as maiores dificuldades para o acesso das pessoas com deficiência, entre outros assuntos.
Ronaldo Denardo, 32 anos, é repórter da TV Sentidos da AVAPE, deficiente físico tetraplégico e cadeirante. Já realizou diversas experiências em turismo de aventura. Ele pode ser entrevistado ou, até mesmo, realizar experiências nesta modalidade de turismo ou falar da acessibilidade, de forma prática, nas cidades de Socorro e São Paulo.




