Os desafios e as soluções da gestão dos resíduos urbanos na Região Metropolitana de Campinas (RMC) estarão em pauta na segunda edição do Fórum Campinas + 21, que ocorre no próximo dia 27. O tema foi apresentado na em lançamento oficial do evento no Vitória Hotel.
Além do presidente do Instituto Sustentar, Luiz Fernando Faria, responsável pela conferência, a apresentação teve participação do presidente do Fórum das Américas, Rodrigo Jajjar, do secretário de Infraestrutura de Campinas, Dirceu Pereira Jr. e da deputada federal Aline Correa (PP). Após a reunião, os representantes de entidades e empresários presentes fizeram visita ao aterro sanitário Delta A, em Campinas. Foi das palestras e debates do Rio + 20, que reuniu autoridades nacionais e internacionais para discutir o desenvolvimento sustentável, que surgiu o mote para o fórum, de acordo com Faria.
A questão do lixo e do tratamento do esgoto industrial e doméstico foi um dos assuntos mais debatidos no encontro, superando as discussões sobre o aquecimento global e desmatamento, por exemplo. Uma comissão esteve no Rio de Janeiro em junho, onde apresentou uma carta de sugestões elaborada no último fórum Campinas + 21 – que tratou de sustentabilidade e mobilidade social. “O novo tema é uma continuidade dos debates do último fórum. Mobilidade social é essencial, pois gera mais riquezas. No entanto, mais riqueza significa mais consumo e maior volume de lixo – e temos que ter cuidado na destinação e acomodação desses dejetos”, explicou Faria. De acordo com o presidente do Instituto Sustentar, Campinas tem diversos bairros com esgoto a céu aberto e está muito aquém de suas possibilidades na questão do saneamento básico.
“Muitos pacientes do Hospital Mário Gatti não precisam estar lá se tivessem esgoto tratado – não é uma questão somente de sustentabilidade, mas de saúde pública”. Durante a excursão até o aterro, o diretor do departamento de Limpeza Urbana, Egberto Luiz Penteado, falou sobre o funcionamento e ampliação do local, que tem vida útil até março de 2013. O Delta A recebe diariamente mais de 300 toneladas de lixo que poderiam ser recicladas. Campinas foi um dos 47 municípios que conseguiu entregar a tempo seu plano de resíduos sólidos ao governo federal.


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