CAC é preso suspeito de atirar contra motorista de aplicativo após briga de trânsito na Anhanguera

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Engenheiro de 46 anos foi detido no Swiss Park, em Campinas; Polícia Civil investiga tentativa de homicídio e apreendeu coleção de 11 armas

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Um homem de 46 anos, registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), foi preso nesta quarta-feira (5) suspeito de atirar contra um motorista de aplicativo após uma discussão de trânsito na Rodovia Anhanguera, em Campinas (SP). Gustavo Henrique Ardito foi detido no condomínio onde mora, no bairro Swiss Park, durante uma operação da Polícia Civil que investiga o caso como tentativa de homicídio qualificado.

Formado em engenharia de materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Ardito atua há cerca de 12 anos como engenheiro de desenvolvimento para manufatura em uma multinacional de tecnologia, segundo informações divulgadas em perfil profissional. A Polícia Civil informou que ele possui uma coleção de 11 armas de fogo, além de munições, que foram apreendidas durante a operação.

O caso aconteceu na sexta-feira (31), quando o motorista de aplicativo relatou ter sido perseguido pelo suspeito após uma discussão na rodovia. Segundo o depoimento da vítima, a confusão começou depois que o outro condutor teria feito uma manobra considerada perigosa, fechando seu veículo e tentando impedir uma ultrapassagem.

Imagens registradas pela câmera instalada no carro do motorista mostram o momento em que o suspeito aparece ao lado do veículo e aponta uma arma. Segundo a investigação, foram efetuados cinco disparos durante a perseguição, sendo que três deles foram identificados inicialmente pelas equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica.

Segundo o delegado Eduardo Salge, o principal ponto da investigação não está relacionado ao fato de o homem possuir registro como CAC, mas ao possível uso irregular da arma de fogo.

“Ele teria descumprido as regras relacionadas ao transporte e utilização do armamento, já que o uso permitido ao CAC deve ocorrer dentro das normas previstas, como deslocamento autorizado até clube de tiro com a arma desmuniciada”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil avalia que, diante dos fatos investigados, o suspeito pode ter deixado de atender ao requisito de idoneidade moral exigido para manter o registro como CAC. Por esse motivo, o arsenal apreendido poderá não ser devolvido.

A prisão ocorreu durante a Operação Torque Letal, que cumpriu mandados de busca e apreensão. Para a polícia, os disparos representaram risco não apenas ao motorista alvo da ação, mas também aos demais usuários da Rodovia Anhanguera.

Em nota, o advogado Marcelo Vicentini informou que não irá se manifestar fora dos autos, alegando que o processo tramita em segredo de Justiça. A defesa afirmou ter “absoluta confiança nas instituições” e declarou que será demonstrada “a inexistência de responsabilidade penal do investigado”.

A Polícia Civil informou que o material apreendido será analisado e poderá contribuir para o avanço das investigações.

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