Joaquim Egídio enfrenta momento de polêmicas entre moradores e administração pública. O distrito que cada vez mais é voltado para o turismo gastronômico, esportivo e de lazer não consegue atender as necessidades dos moradores locais e ainda não está preparado para a demanda turística que o local atrai.
Moradores estão insatisfeitos com o subprefeito em exercício, reclamam da falta de infraestrutura para eventos, como o carnaval, e recepção de visitantes.
O subprefeito de Joaquim Egídio, Marcelo Duarte da Conceição, em entrevista ao Jornal Local, no dia 18, falou sobre o seu trabalho na subprefeitura e sobre o carnaval.
Manutenção e Limpeza
“Estamos mantendo a região central em ordem cuidando das praças e da limpeza, o mesmo está sendo realizado na área rural. O Programa Melhor Caminho, do governo do Estado está em Sousas e acredito que em 15 dias passará pelas estradas de Joaquim Egídio. O acesso a ponte Usina Jaguari precisa de reforma, está sendo estudada pela Secretaria de Infraestrutura, ali é um ponto crítico, não se sabe se troca o pavimento ou não, pois na época de chuva a água infiltra e a estrutura não suporta por muito tempo, fazemos apenas a rotina de conservação”, afirma o subprefeito Marcelo Duarte da Conceição.
Para a moradora de Joaquim Egídio Maryah da Piedade Almeida a administração pública não está agradando. “O sub por mais que não tenha projeto precisa conhecer um pouco mais aqui, mesmo que ele só faça a manutenção existem coisas simples, como ter laudos das árvores das praças que precisam de maior atenção, pois está arriscado cair frutos em nossa cabeça, como é o caso da jaca na praça central. Além disso, as calçadas estão esburacadas e temos o problema de infraestrutura, principalmente aos finais de semana. Acho que o Prefeito deveria consultar a comunidade para colocar alguém a frente da subprefeitura que conheça os problemas dos distritos”.
Carnaval
A organização do carnaval de Joaquim Egídio, representada por Thomaz Alcântara Cavallaro, recebeu no dia 6 de março uma notificação para retirar do salão da subprefeitura o material utilizado no evento. No dia 8, todo o material foi retirado e Thomaz respondeu à solicitação por um ofício protocolado na Prefeitura, respondendo a notificação recebida.
“Lamentamos o fato de termos recebido uma notificação para desocuparmos o salão, afinal, guardamos nossos instrumentos ali há cerca de 10 anos. Constava na notificação que se não retirássemos ‘todo o material’, o mesmo seria colocado ‘do lado de fora’, o que estragaria os instrumentos que levamos 13 anos para conseguir. Mas isso não nos abala, já encaramos fases piores e persistimos. Acatamos a imposição retiramos o material, que está guardado na minha casa, não porque achamos justo, mas porque respeitamos as autoridades públicas, e, por outro lado, entendemos as dificuldades do subprefeito que, à época estava no cargo a apenas um mês.Esperamos, no próximo ano, um maior reconhecimento do subprefeito”.
Segundo Marcelo a subprefeitura ajudou em tudo que pode para a organização do carnaval e alega não ter conseguido contato com Thomaz. “Sou favorável ao carnaval, não consegui falar com o Thomaz e por isso fiz uma carta e deixei na casa dele. Combinei com o Thomaz para retirar o material, não me referi ao que estava guardado no fundo do salão. Pedi apenas a retirada do que estava no salão, como fardos de água e restante do material utilizado na confecção da decoração do carnaval. Tudo foi tirado imediatamente, não há mais nada lá, inclusive nos fundos. O pedido foi feito ao Thomaz, pois estamos fazendo melhorias no salão da subprefeitura para o evento da Societá Italiana, Spaghettata, que acontecerá dia 14 de abril”.
Marcelo complementa: “Acho que esse carnaval aconteceu super tranquilo e eu jamais iria falar para acabar com o carnaval, pois existe há muito tempo. A associação de moradores que reclamou que os frequentadores usaram as praças públicas como banheiro”.
“Já é o terceiro ano que mudamos o estilo do Carnaval do Bloco Unidos da Tribo, contratando uma banda de marchinhas e sambas enredo, excluindo as músicas mais modernas do repertório e resgatando os carnavais tradicionais, o que melhorou a qualidade do público, atraindo ainda mais a comunidade de Joaquim Egídio, que sempre participou conosco, famílias de toda a região e, inclusive, turistas internacionais. Tivemos o Apoio da EMDEC, Polícia Militar e Guarda Municipal, que prestaram o serviço com excelência, garantindo a tranquilidade que tanto atrai as pessoas para o nosso distrito”, diz Thomaz.
O responsável pela Associação de Moradores e Amigos de Joaquim Egídio (Amaje) e morador do distrito, Carlos Mercadante, conta que ninguém quer acabar com o carnaval. “Ninguém é contra o carnaval, somos contra as ruas virarem banheiros públicos e motel à céu aberto. Acho que o carnaval precisa ter mais infraestrutura com estacionamentos e banheiros, me parece que é necessário 1 banheiro químico para cada 100 pessoas e a estimativa, segundo a imprensa, é que circularam 4 mil pessoas/dia aqui e em Joaquim Egídio não cabe nem a metade. Sofremos muito os quatro dias, o pessoal extrapolou, nós não queremos que feche a rua, queremos que achem um outro local para a festa, que seja mais organizado, que tenha um espaço adequado, na reunião de moradores uma pessoa sugeriu para fazer no posto de combustível desativado. O som da banda foi até muito tarde, queremos que seja feito de uma forma mais adequada, só tem gente de fora. É difícil dizer de quem é a culpa. Quero que seja respeitada a Lei do Sossego Público. Não gosto de carnaval, não gosto de bagunça”.
“Já iniciamos os trabalhos para organizarmos a próxima edição, sempre objetivando um carnaval estruturado, seguro e principalmente pacífico para a comunidade de Joaquim Egídio, agora teremos o ano todo para viabilizarmos nosso evento junto à subprefeitura e a Secretaria de Cultura, e com certeza teremos maior apoio”, conclui Thomaz.




