Preconceito e comportamentos culturais ainda dificultam os pacientes com disfunções sexuais na busca por auxílio médico. A boa notícia é que este quadro está mudando gradativamente.
No Brasil e no mundo existem diversas pessoas que sofrem com distúrbios sexuais como ejaculação precoce, falta de libido e disfunção erétil. Estas alterações no organismo acontecem por diversos motivos tanto por problemas orgânicos quanto pelos de origem psicogênica. Problemas relacionados a estes distúrbios ainda são encarados pela sociedade como um grande tabu. Entretanto, este tipo de visão está mudando, já que cada vez mais esses temas são tratados por especialistas nos meios de comunicação de massa.
A Associação S.A.B.E.R. – Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade, que tem como um de seus objetivos difundir informações e orientações sobre sexualidade segura e prazerosa, realizou em agosto, no seu site www.ongsaber.org.br, uma reveladora enquete em que 77,11% das pessoas respondeu positivamente quando perguntado: Você incentiva seu companheiro (a) a ir ao médico e cuidar da saúde sexual? “Tal percentual demonstra que parte significativa das pessoas que responderam a enquete tem efetiva vontade de buscar ajuda e orientação para as disfunções da sexualidade que o casal enfrenta, mesmo que ainda não o faça”, diz a presidente e fundadora da S.A.B.E.R., Silvana Barolo.
Felizmente é cada vez maior o número de indivíduos com disfunções sexuais que procuram por ajuda médica, porém sabemos que ainda há muito desconhecimento e preconceito que impedem as pessoas de procurar ajuda.
Oferecendo atendimento especializado, com psicólogos sexólogos, em menos de um ano, a S.A.B.E.R. já recebeu cerca de 1000 ligações em linha gratuita 0800 774 4525, de pessoas que apresentaram as mais variadas dúvidas sobre sexualidade, como disfunção erétil, ejaculação precoce e prevenção da gravidez, dentre outros. Muitos se valem do anonimato que o atendimento telefônico promove, pois ainda sentem dificuldade na hora de recorrer à ajuda médica, principalmente os homens. E todos que têm buscado este atendimento são incentivados a procurar médicos especialistas e nas consultas colocarem claramente suas dificuldades, experiências e medos, para que a ajuda possa ser efetiva.
De acordo com o ministério da saúde, em 2007 cerca de 17,5 milhões de mulheres foram ao ginecologista, enquanto apenas 2,7 milhões de homens procuraram ajuda de um urologista. Outro dado relevante é do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a cada 8 consultas ginecológicas acontece apenas 1 urológica. Segundo o médico e sexólogo Dr. Gérson Lopes, os homens se consideram pouco vulneráveis às doenças, por considerá-las um sinal de fragilidade. Ou seja, são necessárias mudanças de comportamento e, neste processo, a mulher tem um importante papel a desempenhar. “Ela se cuida mais e, geralmente, é quem leva o homem ao médico, compra e administra os remédios”, afirma o médico.
“A melhor solução para os problemas relacionados tanto à saúde quanto à sexualidade do homem e da mulher é a procura de um médico especialista”, diz Silvana Barolo. “A medicina hoje está apta a ajudar o paciente da melhor maneira possível e através de sabedoria, conhecimento e respeito, se depender do médico, o problema será resolvido o quanto antes”, completa Dr. Gérson Lopes.
Sobre a Associação S.A.B.E.R.
A Associação S.A.B.E.R.- Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade é uma organização não governamental e foi constituída com o objetivo de difundir informação e orientação científica para o público leigo, por meio de uma equipe de médicos ginecologistas, obstetras, urologistas e psiquiatras que realizam palestras, além de psicólogos e educadores especialistas treinados para o atendimento e orientação telefônicos, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade das pessoas.
Os profissionais atuam na difusão de temas das áreas da medicina e da psicologia, além de outras áreas para-médicas onde a ação do indivíduo, de seus familiares e da comunidade pode contribuir para a mudança de hábitos e para a escolha de profissionais adequados, quando necessário, para o bem-estar e a saúde.




