Novidade para chefs e amantes de cogumelo: o Mercado de Hortifrutigranjeiros
da Centrais de Abastecimento de Campinas (Ceasa) está recebendo a variedade
shimeji belga, também conhecida como europeu. O produto é novo e se
diferencia pelo rendimento e paladar mais aguçado que as variedades
tradicionais no Brasil, o branco e o preto ou japonês.
Paulo Tedros, produtor e permissionário (atacadista) do entreposto, explica
que o shimeji belga é produzido em estufas não climatizadas, o que reduz o
consumo de energia. “Outra vantagem dessa espécie é o custo da produção, já
que a estrutura é mais barata. O shimeji preto é produzido em estufas
climatizadas, pois devem ser mantidos à 12ºC, o belga e o branco, não”,
completa.
Com produção em Poços de Caldas, Minas Gerais, Tedros conta que iniciou seu
comércio na Ceasa-Campinas há cinco anos. “Comecei com um espaço pequeno, de
12 m², hoje conto com 140 m²”. Isso, segundo ele, devido à grande procura
por seus produtos. “Se antes um cliente comprava 30 unidades de champignon,
por exemplo, hoje compra 100”.
O cogumelo mais procurado em seu estabelecimento é o de paris, seguido pelo
shitake e porto belo. Ele também comercializa as variedades de cogumelo
chileno, champignon e hering. “Todos são vendidos frescos, sem o uso de
conservantes e sem nenhum produto de limpeza. São colhidos artesanalmente e
colocados em bandejas contendo 200 gramas cada. Por mês, vendo, em média, 10
mil bandejas”, relata.
É possível encontrar também o champignon em conserva, que apesar do nome,
não contém conservantes e sim acidificantes que faz com que o produto não
fermente. Alguns deles são encontrados secos: é o caso do shitake, shimeji,
do cogumelo porto belo e do chileno. “O forte dos produtos secos é o aroma”,
explica.
Benefícios
Produzidos e comercializados durante o ano inteiro, “o consumo dos cogumelos
frescos aumentou devido à maior preocupação das pessoas com a alimentação”,
acredita Tedros. Segundo ele, o teor de proteína do produto é o mesmo do que
o de carnes vermelhas. “Mas com uma vantagem: não contém gordura, nem
colesterol”, finaliza.
Outro permissionário que comercializa cogumelos na Central é Gerônimo
Juzenas. Na Ceasa há 34 anos, ele trabalha com o champignon. Juzenas
comercializa o produto em conserva em embalagens de 200 gramas ou caixas com
24 recipientes de 110 gramas cada ou 18 de um quilo. Também é possível
encontrar cogumelo na Central nas empresas CS Vale Verde, Fênix e Massao
Takaki.




