
A Justiça aprovou nesta quarta-feira (26) o pedido de recuperação judicial feito pelo parque de diversões Hopi Hari, de Vinhedo (SP). A solicitação é uma espécie de tempo para se organizar para pagar as dívidas. Junto com a decisão, foi determinado também o congelamento das ações e execuções contra o estabelecimento por seis meses, exceto as que demandam quantias ilíquidas, fiscais e ações trabalhistas, para que as atividades sejam retomadas.
Na decisão, a Justiça determinou também que os credores têm que ser notificados em até 15 dias, para apresentar habilitações ou divergências. Além disso, o Hopi Hari tem que apresentar as contas mensalmente, sob pena de destituição dos administradores.
A partir de agora, a administrador judicial terá que apresentar um plano de recuperação que deverá ser aprovado pela Justiça. A última vez que o parque abriu foi no dia 12 de outubro.
Pedido de falência
Em agosto, a empresa entrou com o pedido para evitar a falência do empreendimento e tentar conseguir investidores para pagar uma dívida de R$ 330 milhões com credores.
Na época, o advogado do parque, Daltro Borges, afirmou que pelo menos 50% da dívida do local era com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, por isso, sem a recuperação judicial, ficaria impossível ter acesso às linhas de crédito e o grupo seria obrigado a decretar falência.
O advogado disse também que o parque planejava repassar a administração aos novos investidores até o início do ano que vem para que o grupo começasse um projeto de reformulação. No entanto, para isso, o processo de recuperação judicial precisava ser autorizado.




