Trabalhadores decidiram manter a mobilização após assembleia e cobram garantias formais de emprego depois da concessão das linhas à iniciativa privada
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Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram manter a greve que afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, na capital paulista e na Região Metropolitana de São Paulo. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta terça-feira (4), na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás. A categoria reivindica garantias formais de manutenção dos empregos após a concessão das linhas à empresa Trivia, efetivada em julho deste ano.
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No primeiro dia da paralisação, a operação ferroviária foi impactada. As linhas 11 e 12 funcionaram com oferta reduzida de trens, enquanto a linha 13 permaneceu sem atendimento durante boa parte do dia, retomando a circulação apenas de forma parcial no início da noite.
GREVE
Representantes dos trabalhadores afirmam que o movimento foi mantido devido à ausência de um acordo com o governo estadual sobre a situação funcional dos empregados que atuavam nas linhas concedidas. Segundo o sindicato, ainda não há instrumentos jurídicos que garantam a permanência dos trabalhadores em seus postos ou assegurem o vínculo empregatício no processo de transição para a iniciativa privada.
A próxima assembleia da categoria está marcada para as 17h desta quarta-feira (5), quando os trabalhadores deverão reavaliar o movimento e decidir sobre a continuidade da greve.
Em nota, o Governo do Estado de São Paulo informou que aproximadamente 1.300 dos 4.648 funcionários da CPTM ainda não foram realocados após a concessão das linhas. A administração estadual afirma que há compromisso de manutenção dos vínculos empregatícios de todos os trabalhadores, mas os representantes da categoria contestam a medida e defendem que as garantias sejam formalizadas por meio de documentos com segurança jurídica.




