Cerca de 5% dos recém-nascidos apresentam alguma anomalia congênita e a grande maioria deles necessita de cuidados especiais. A informação é da dra. Maria Isabel Scuarcialupi, pediatra do GANEP Lar, responsável pelo cuidado desses pacientes especiais.
Segundo a especialista, assim como acontece no atendimento ao adulto, as crianças também podem receber alta com atendimento domiciliar, após hospitalização prolongada, quando o quadro clínico é estável. “Essa medida permite que a criança esteja mais próxima de seus familiares, no conforto do lar. Nestas situações, porém, é necessário o acompanhamento contínuo de uma pessoa, seja da família ou não, chamada de cuidador”.
As adaptações nas residências, o treinamento de familiares e funcionários da casa, e até mesmo a equipe profissional variam conforme o caso.
“Eu cuido atualmente de algumas crianças com síndromes genéticas, cerca de 50% delas em atendimento domiciliar. É possível perceber que esse tipo de atendimento ajuda no desenvolvimento neuropsicomotor. Com uma equipe multidisciplinar composta por médico, psicóloga, fonoaudióloga e fisioterapeuta e assistente social, avalia-se adequadamente o paciente, o que possibilita dar continuidade ao tratamento oferecido no hospital”, afirma a dra. Maria Isabel.
Aconselhamento genético
Com os freqüentes avanços tecnológicos na medicina, um número cada vez maior de doenças genéticas pode ser constatado ainda na gravidez. A doença genética é aquela decorrente de uma alteração do material genético, seja ela cromossômica, quando existe uma trissomia ou monossomia, total ou parcial de um cromossomo, ou gênica, pela presença de um ou mais genes patológicos. Por meio de um pré-natal adequado, é possível diagnosticá-las e também orientar a gestante sobre os cuidados especiais necessários.
O aconselhamento genético consiste na explicação dos fatos relativos a moléstias em discussão, sua gravidade e seu prognóstico, principalmente quanto à possibilidade de se repetir nos próximos filhos do casal. “Se do ponto de vista terapêutico, excepcionalmente, pode-se intervir de maneira eficaz, o reconhecimento destas afecções é de suma importância para efeito prognóstico e de aconselhamento genético”, afirma a dra. Maria Isabel.




