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Sólida formação familiar ajuda a passar no vestibular

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Segundo professores do Colégio San Conrado, primeiro deve-se ter formação para depois absorver a informação.

“A ansiedade e o stress do vestibular não assusta mais como antigamente”, afirma o professor de História, Edson Luis Caetano, educador do Colégio San Conrado há 10 anos.
O docente aponta a falta de metas dos alunos e a deficiência dos familiares em impulsionarem o estudante a ingressar em uma universidade pública.
Nos últimos 7 anos o professor tem sentido um “desleixo” por parte dos alunos em relação ao temido vestibular.
Segundo Ed (como é carinhosamente chamado por seus alunos), dá-se pelo fato dos adolescentes de hoje não idealizarem metas, e ao mesmo tempo, de pais não incentivarem a construção de sonhos possíveis de serem realizados, estimulando o esforço e a dedicação.“Os alunos não dão mais tanta importância a qualidade de ensino que estarão submetidos na universidade. Não se importam em estudar na Unicamp ou em uma outra faculdade de beira de estrada,ao final, eles terão seus diplomas da mesma forma”, desabafou Edson.
Parcela dessa ”culpa” é remetida a sociedade que deixou de ver a educação como forma de investimento e, atualmente, vê como um gasto desnecessário. “Hoje uma criança de oito anos passa no vestibular”, relembra o professor sobre o teste feito anos atrás em alguns vestibulares de faculdades brasileiras, transmitido pelos veículos de comunicação.
O professor de Física José Adolfo de Mota Almeida, apóia Ed na afirmação que o jovem perdeu seus sonhos e valores e que isso precisa ser retomado pelo sistema educacional e pela família, principal elemento na formação do jovem. “Os filhos são premiados sem fazerem esforços, a recompensa vem de graça e eles não estão mais habituados a lutarem pelo que querem. Isso reflete no modo como enxerga sua formação e a necessidade dela ser bem feita” completa Adolfo.
Os professores ainda apontam a falta de diálogo e tempo dos pais com os filhos.” Nas décadas de 70 e 80 as famílias conversavam muito mais. Atualmente a televisão, a internet e o trabalho incessante dos pais bane o diálogo familiar e prejudica a formação do adolescente”,complementa o professor de Física.
Segundo Mota, o desespero pré-vestibular não é necessário, pois a sólida formação que o adolescente adquiri para ingressar em qualquer universidade é a familiar, com esta concreta qualquer informação será absorvida com mais naturalidade, resultando em um excelente aproveitamento escolar e profissional.
O diretor do Colégio San Conrado, em Sousas Érico Nery, ressalta a importância do que foi dito pelos docentes sobre os pais serem os grandes exemplos dos filhos. “Os filhos costumam ler, quando vêem os pais lendo. A mesma relação com as questões éticas e educacionais”, completa.
Diante da situação apresentada a escola assume um papel importantíssimo na formação moral,intelectual e emocional do adolescente. Sendo assim os professores precisam se adequar a juventude atual que carente, pede uma aproximação maior.”Tento ser o máximo imparcial possível. Me inserir no mundo deles para torná-los cada vez mais críticos e conceituosos” explica Ed.
Para garantir as declarações dos professores, as alunas Marcela de Camargo Biondo e Heloisa Tanasovicu Cardani, ambas 17 anos, relatam como a formação familiar as ajudou a decidir por universidades públicas ao invés das particulares.
“Desde pequena eu quero ser arquiteta, minha mãe é artista plástica e sempre me incentivou a aprimorar meus desenhos. Na hora da escolha, minha família buscou informações para eu escolher o que melhor se enquadra nos meus gostos e metas. E também me espelho no meu pai que fez uma universidade pública e hoje está estabilizado”, elucida Heloisa.
“Fiz minha escolha sozinha, mas sempre tive o apoio e exemplo dos meus pais que lêem muito e me ajudaram a pesquisar na internet e em revistas sobre a profissão que escolhi”, completa Marcela, futura bióloga.

Deborah Chiari

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