817 pessoas responderam a enquete realizada no site da Associação S.A.B.E.R. e a resposta mostra que alguns mitos sobre sexualidade ainda precisam ser derrubados
Os avanços na medicina e a melhoria da qualidade de vida trouxeram um novo cenário para o Brasil: o aumento do número de idosos. Atualmente, eles representam mais 8% da população total do País, ou aproximadamente 15 milhões de pessoas com idade acima de 60 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Um dos principais avanços é a manutenção da vida sexual, uma vez que um dos componentes de uma boa qualidade de vida é, de acordo com a OMS, a sexualidade. Para os homens, a disfunção erétil e para as mulheres, a disfunção hormonal na menopausa, são queixas freqüentes dos casais nessa época da vida.
Algumas barreiras, porém, ainda precisam ser transpostas e alguns mitos sobre a sexualidade na terceira idade precisam ser derrubados. Segundo a enquete realizada pelo site da Associação S.A.B.E.R. – Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade – respondida por mais 800 pessoas, 55% destas acreditam que com o avançar da idade a sexualidade tende a desaparecer.
Durante o mês de outubro foi disponibilizada a pergunta, “Você acredita que com o avançar da idade a sexualidade tende a desaparecer?” ficou disponível no site para incentivar a discussão sobre um tema que ainda desperta respostas controversas sobre a sexualidade na terceira idade.
Para o coordenador médico do projeto Sexualidade com Qualidade, Dr. Gerson Lopes, “Há um verdadeiro mito da assexualização dos idosos. É importante refletirmos: por que os idosos são considerados sempre como disfuncionais ou assexuados? A idade não dessexualiza ninguém, mas a sociedade sim.” A socióloga e presidente da S.A.B.E.R., Silvana Barolo, também comenta sobre o resultado da enquete, “Assim como as dificuldades locomotoras, auditivas ou visuais das pessoas mais velhas chamam a atenção dos mais novos de forma jocosa, é comum se ouvir falar da sexualidade dos idosos como coisa engraçada e antiestética. Os padrões de avaliação é que estão errados”.
As pesquisas contínuas no campo médico conseguiram grandes progressos na área da sexualidade dos idosos. A reposição hormonal, prescrita por ginecologista, auxilia a permanência da libido nas mulheres, que estimulam seus parceiros a cuidarem da saúde. Novos tratamentos para a disfunção erétil também foram introduzidos, melhorando consideravelmente a vida sexual dos pacientes que as utilizam.
“Em matéria de sexo não há aposentadoria. O que existem são mudanças no desejo, na excitação e no orgasmo, que requerem adaptação do casal, diz Dr. Gerson. Estudos têm demonstrado que muitos homens e mulheres na terceira idade têm vida sexual ativa e que fazem associação desse fato com sua boa qualidade de vida”, conclui Silvana.
Hoje em dia existem vários tratamentos que podem ajudar o casal a manter sua vida sexual ativa. “Os medicamentos orais possibilitam que os homens com disfunção erétil possam usufruir de uma vida sexual ativa, com eficácia em aproximadamente 80% dos casos e com medicamentos que têm duração de até 36 horas, permitindo que se desfrute a intimidade com a parceira, escolhendo o melhor momento para a relação sexual”, declara Dr. Gerson.
Para que a vida sexual seja satisfatória na terceira idade é importante entender os limites do corpo e aproveitar os momentos a dois e com situações que estimulem a intimidade e cumplicidade do casal. Mas para chegar à “melhor idade” com uma boa saúde sexual, recomenda-se tomar alguns cuidados. Alimentar-se adequadamente, abolir o cigarro, evitar os excessos com o álcool, praticar atividades físicas regulares e diminuir o estresse são alguns fatores que ajudam a manter uma sexualidade ativa nessa época tão importante da vida.
Sobre as enquetes
Todos os meses a Associação S.A.B.E.R. realiza no site uma enquete sobre questões relevantes da sexualidade. Em se tratando de saúde, a falta de informações médicas leva às soluções paliativas, ao conformismo diante da doença, do mal-estar, do desconforto e da infelicidade, pois as soluções encontradas são na maioria das vezes apoiadas em crendices, mitos e tabus. O site da Associação S.A.B.E.R. conta com mais de 30 mil visitas por mês e sua equipe acredita que com este recurso pode disponibilizar mais acesso ao conhecimento científico, e assim, impulsionar as pessoas para a busca de soluções efetivas de suas necessidades. Conheça a S.A.B.E.R.: http://www.ongsaber.org.br
Sobre a Associação S.A.B.E.R.
A Associação S.A.B.E.R. – Saúde, Amor, Bem-Estar e Responsabilidade é uma organização não governamental e foi constituída com o objetivo de difundir informação e orientação científica para o público leigo, por meio de uma equipe de médicos ginecologistas, obstetras, urologistas e psiquiatras que realizam palestras, além de psicólogos e educadores especialistas treinados para o atendimento e orientação telefônicos pelo 0800 774 4525, melhorando a qualidade de vida, o bem-estar e a felicidade das pessoas.
A S.A.B.E.R. atua na difusão de conhecimentos das áreas da medicina e da psicologia, permitindo que a ação do indivíduo para consigo mesmo e junto aos seus familiares e à comunidade em que convive possa contribuir para a mudança de hábitos e para a procura de médicos e profissionais adequados, quando necessário, para o bem-estar e a saúde.




