A Prefeitura de Campinas, o Ministério do Trabalho e o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) firmaram na
tarde nesta sexta-feira, 23 de janeiro, protocolo de intenções para
implantar na cidade o “Observatório do Trabalho”, com benefício para toda
região. Por meio do medida será feita uma radiografia da situação econômica,
indicada a tendência de crescimento e estabelecer ações de combate ao
desemprego.
O documento foi assinado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o
prefeito Hélio de Oliveira Santos e o diretor da instituição, Clemente Ganz,
em cerimônia na Sala Azul do 4º andar do Paço Municipal na tarde desta
sexta-feira, 23 de janeiro. A iniciativa será conduzida pela Secretaria
Municipal de Trabalho e Renda, com o apoio efetivo de outros setores do
Governo Municipal e segmentos da sociedade.
Participaram do evento os secretários municipais de Trabalho e Renda,
Sebastião Arcanjo, e de Assistência e Inclusão Social, Darci da Silva, entre
outras autoridades do Executivo e Legislativo Municipais, além de
representantes de segmentos da sociedade.
O ministro Lupi elogiou a iniciativa de Campinas e espera que o
empresariado, sindicatos e toda a sociedade colaborem e participem para que
a medida tenha êxito. “A maior preocupação do Governo Federal no momento é
que o mercado de trabalho restabeleça e volte a empregar, para que a
economia brasileira continue crescendo e o país seja referência no mundo”,
comentou.
Segundo o ministro é importante que os empresário compreenda realmente a
situação e de sua contribuição, não demitindo trabalhadores. “Esperamos a
colaboração de todos, especialmente das empresas que solicitaram empréstimos
públicos. “É fundamental que eles apliquem os recursos na produção e
garantem os empregos, ao invés de demitir operários”, argumentou.
O ministro lembrou que tradicionalmente a economia nos meses de janeiro e
fevereiro desacelera um pouco, mas acredita que em março ela será retomada e
a oferta de emprego será reativada. “Temos certeza que isso ocorrerá, pois,
entre outras melhorias, o poder de compra da maioria dos trabalhadores
ampliará com o aumento do salário mínimo para R$ 464,00 a partir de 1º de
fevereiro.
O prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos disse que o governo municipal
dedicará todos os esforços para garantir o emprego dos trabalhadores. Ele
salientou que os primeiros resultados do programa “Observatório do
Trabalho”, que beneficiará toda a região, deverão surgir em março próximo,
quando serão viabilizadas outras medidas para geração de emprego e renda,
com a utilização de recursos, sobretudo, do Governo Federal, por meio do
Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Banco de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES). “Vamos convocar toda a sociedade, inclusive
representantes das cidades da região para participar das ações”, destacou.
Para o prefeito, a capacitação e treinamento dos trabalhadores, adquirindo
principalmente conhecimentos tecnológicos e logísticos, com certeza ampliam
as condições de colocação no mercado. “Com isso, estamos formando mão de
obra para funções cuja demanda tem aumento muito nos últimos anos, mas
existe número reduzido de profissional”, argumentou Dr. Hélio.
Além da colocação no mercado de trabalho, serão viabilizadas também medidas
para viabilizar recursos, principalmente por meio do Banco da Mulher, para
ajudar as pessoas que querem estabelecer negócio próprio.
“As medidas que vamos desenvolver só terão êxito com a união e a
participação de todos os setores da sociedade, principalmente o poder
público, meio empresarial, sindicatos e universidade, observou o secretário
municipal de Trabalho e Renda, Sebastião Arcanjo. Segundo ele, a
viabilização do “Observatório do Trabalho” conta com apoio efetivo da
Faculdade de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp).
Centro de Capacitação Profissional
Em seguida, o ministro do Trabalho e Emprego e o prefeito, acompanhados de
integrantes da Administração Municipal visitaram as instalações do Centro
Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT), que funciona em prédio anexo ao
Palácio da Mogiana, situado na avenida Campos Salles, 427, no centro da
cidade, e foi inaugurado no dia 16 de junho de 2008.
O órgão foi viabilizado por meio de convênio entre a Prefeitura de Campinas
e o Ministério do Trabalho e Emprego, com a finalidade de facilitar o acesso
dos cidadãos aos postos de trabalho.
Além promover a qualificação profissional, o CPAT faz a captação de vagas
existentes junto às empresas existentes e faz a intermediação da mão-de-obra
por meio de cadastro, contendo informações profissionais, experiência e
habilidades do trabalhador.
Desde sua inauguração até dezembro passado, o CPAT Campinas cadastrou 6.208
trabalhadores, dentre os quais 94 pessoas com deficiência. Também foram
encaminhados 2.781 trabalhadores para processos seletivos, contando com mais
de 1.600 vagas disponibilizadas pelas empresas no mesmo período. O
atendimento no local é feito de segunda à sexta-feira, das 8h às 18 h.




