Após denúncia do Jornal Local, o Vereador encaminhou dois requerimentos para o Executivo cobrando informações a respeito da canalização do Ribeirão e Assoreamento em lagoa
O Vereador Cirilo iniciou os trabalhos na Câmara Municipal no dia 02 de fevereiro, quando acabou o recesso, mas já no dia 04 fez dois requerimentos para o prefeito Dr. Hélio. O primeiro deles, de número 193 foi baseado em recente reportagem do Jornal Local intitulada “Córrego que corta o Jardim Conceição e desemboca no rio Atibaia está em situações precárias”. No requerimento, Cirilo solicita que o prefeito informe quais foram os procedimentos adotados pelo Executivo para diagnosticar e solucionar a canalização do Ribeirão Pires no Jardim Conceição. No segundo, de número 196, solicita informações de quais ações foram tomadas para resolver o problema de assoreamento na lagoa da Fazenda Santana.
Na Câmara de Vereadores foi criada uma Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre o meio-ambiente, da qual Cirilo foi indicado como presidente. “Assumi a presidência da Comissão, com grande satisfação, pois a questão do meio-ambiente hoje envolve toda a população mundial e em Campinas não é diferente. Hoje em dia muita gente fala em sustentabilidade, mas acaba não sabendo colocar em prática”, explica.
Cirilo ressalta que quer trabalhar juntamente com a população e que mais importante que falar é dar voz às pessoas, ouvir as suas demandas e expectativas. “Quero me reunir com a população, levar técnicos e especialistas que possam apontar quais os problemas de cada localidade e as possíveis soluções”, planeja.
O fato de os distritos Sousas e Joaquim Egídio terem sido determinados como área de proteção ambiental é uma vitória para os moradores, para a cidade e até mesmo para a região metropolitana. Cirilo explica que não é contra o progresso, mas que em determinadas situações há uma falta de raciocínio. “Por exemplo, a questão dos dutos da Petrobrás, se gasta quilômetros e quilômetros de dutos, não poderiam ter gasto mais 50 ou 100 para não ter que passar naquela região? Nós temos uma área de proteção ambiental para ser protegida”, afirma.
O vereador explica ainda, que tudo traz conseqüências ambientais. Se o prefeito vai construir casas populares em determinadas regiões da cidade ele está certo, pois é um direito da população, mas que devem ser feitas com critérios, com planejamento. “Eu não vejo problema que se construa mais condomínios ou casas populares nos distritos, se é de alta ou baixa renda, isso não me interessa. Só quero que as construtoras cumpram todas as exigências legais a que estão submetidas e que o Executivos façam todos os estudos e planejamentos necessários antes de decidir pela aprovação do projeto”, conclui.
Francisco Lima Neto




