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sábado, abril 5, 2025

Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global

Data:

O pesquisador inglês Richard Barbrook participa, na próxima sexta-feira (24), na UNICAMP, do lançamento do livro “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global”, que chega às livrarias brasileiras pela Editora Peirópolis. Na oportunidade, autor ainda participa de debate sobre o tema “Dádiva, gratuidade, apropriação”, com os especialistas brasileiros.

FICHA TÉCNICA:

Título: Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global

Autor: Richard Barbrook

Tradução: A Classe do Novo

Nº de páginas: 448

ISBN: 978-85-7596-118-6

Capa: Brochura

Formato: 16 X 23 cm

Preço: R$ 58,00

Na próxima sexta-feira, dia 24 de abril, às 17 horas, no Auditório II do IFCH – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, na UNICAMP, o pesquisador inglês Richard Barbrook, da Universidade de Westminster (Londres), participará do lançamento da tradução brasileira do livro “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global”, lançamento da Editora Peirópolis. Na oportunidade, o autor debaterá o tema “Dádiva, gratuidade, apropriação”, com os especialistas brasileiros Sérgio Amadeu (Casper Líbero/SP), Pablo Irtellado (G-Popai / USP-Leste), Chico Caminati (C-TEME-IFCH / UNICAMP) e Thiago Novaes (Descentro / IFCH-UNICAMP).

Vencedor do Prêmio Marshall McLuhan de Ecologia de Mídias 2008, “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global”, apresenta o desenvolvimento da tecnologia por seu viés político, avaliando quais foram as forças que a moldaram e qual é a repercussão social disso.

O autor começa o livro relembrando fatos de sua infância: aos seis anos, seu pai, um entusiasta do ideário norte-americano, o levou à Feira Mundial de Nova York de 1964 para conhecer o futuro prometido pela potência em ascensão, um futuro que incluía do turismo a bordo de maravilhosos foguetes espaciais a robôs para lavar as louças. Com uma boa dose de ironia, o autor mostra, a partir do resgate de sua memória, como os Estado Unidos se muniram destas promessas para justificar investimentos bélicos e produzir uma tecnologia da informação para a Guerra Fria que acabou por moldar a Internet.

Barbrook ainda destrincha cada passo do desenvolvimento tecnológico, dialogando com o contexto histórico mundial, pensamento político e econômico do período. O campo científico, que criou conceitos hoje populares como “aldeia global” e “cibercultura”, supostamente neutro e imparcial, é aqui colocado em ‘xeque’. Afinal, o que levou os cientistas a desenvolverem suas pesquisas? A quais interesses estavam ligados? Quais eram suas motivações? Em que acreditavam?

No entanto, a análise crítica, muitas vezes ácida e radical de Barbrook, não tem apenas a denúncia como objetivo. Ao relacionar ciência, tecnologia, economia, política, história e comunicação de massa, convida as novas gerações a se apropriarem e utilizarem a mais poderosa ferramenta política do mundo, a Internet, como forma de resistência ao sistema. “Se nós não queremos que o futuro seja o que ele costumava ser, precisamos inventar o nosso próprio futuro, verdadeiramente revolucionário”, afirma.

Além de ser uma obra única pela abordagem escolhida, “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global” é o primeiro título em língua portuguesa de Richard Barbrook. Sua tradução foi realizada pelo grupo A Classe do Novo, cujos integrantes se reúnem também na Oscip Descentro, que recebeu do autor os direitos autorais, administrados pelo princípio do software livre e creative commons, para que possam realizar ações no Brasil sintonizadas com os ideais e objetivos do seu trabalho. Para a Editora Peirópolis, o lançamento significa um passo ainda mais largo na linha editorial dedicada às novas mídias.

SERVIÇO:

Lançamento da obra “Futuros Imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global” e debate sobre o tema “Dádiva, gratuidade, apropriação”.

Quando: 24 de abril

Horário: 17 horas

Onde: Auditório II do IFCH – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UNICAMP

Sobre o autor:

Doutor em Ciências Políticas, o inglês Richard Barbrook é professor de Hipermídia da Faculdade de Ciências Sociais, Humanidades e Letras da Universidade de Westminster. Nascido em 1959, Barbrook vivenciou o movimento punk e militou pela liberdade da radiodifusão em Londres, vindo a contribuir para a criação do espectro multilíngüe da rádio londrina. Até meados da década de 90, já como pesquisador da Universidade de Westminster, trabalhou com a regulamentação dos meios de comunicação na Comunidade Européia. Em 1995, assumiu a coordenação do Centro de Pesquisa em Hipermídia da mesma universidade, tornando-se o primeiro diretor do mestrado na área. Barbrook é autor de influentes ensaios sobre o confronto entre comércio e cooperação dentro da Internet, incluindo “A economia da dádiva da alta tecnologia”, “Cibercomunismo”, “A regulação da liberdade”, “A classe do novo” e, com Andy Cameron, “A ideologia californiana”, crítica pioneira à nova esquerda estadunidense e uma de suas expressões, a revista Wired. Publicado em 2007, “Futuros imaginários – Das máquinas pensantes à aldeia global” venceu a edição 2008 do Prêmio Marshall McLuhan oferecido pela Media Ecology Association, sendo considerado o Livro do Ano no campo da Ecologia da Mídia. Além da atividade acadêmica, Barbrook atua junto à comunidade do Cybersalon e é membro-fundador do ClassWargames.

Sobre o grupo tradutor: A Classe do Novo

A tradução de Imaginary Futures foi realizada por A Classe do Novo, grupo de pesquisas e ações baseadas nos conceitos de mídia tática, cultura digital e flexibilização da propriedade intelectual e nas elaborações de Richard Barbrook, com quem mantém férteis relações de cooperação. Ao grupo, que se constitui juridicamente na Oscip Descentro, o autor doou integralmente seus direitos autorais, para que os integrantes possam realizar ações sintonizadas com os ideais e objetivos que embasam seus trabalhos.

Essa sintonia expressa-se também na forma de edição deste livro: editado de acordo com os princípios do software livre, que permitem a reprodução livre de todo o seu conteúdo, Futuros imaginários também será disponibilizado integralmente na Internet, no site do Descentro.

A Classe do Novo é formada por Adriana Veloso, Alexandre Freire, Elisa Tkatschuk, Giuliano Djahjah Bonorandi, Guilherme Soares, José Balbino, Letícia Canelas, Lúcio de Araújo, Paulo José Lara, Ricardo Ruiz, Rose Marie Santini, Simone Bittencourt, Tatiana Wells, Thiago Novaes e Wanderllyne Selva. De sua fundação participou também Ricardo Rosas, falecido recentemente.

Sobre a Editora Peirópolis:

Criada em 1994 como unidade de sustentabilidade da Fundação Peirópolis – entidade sem fins lucrativos de interesse público federal –, a Editora Peirópolis tem como missão contribuir para a construção de um mundo mais solidário, justo e harmônico, publicando literatura que ofereça novas perspectivas para a compreensão do ser humano e do seu papel no planeta. Suas linhas editoriais oferecem formas renovadas de trabalhar temas como ética, cidadania, pluralidade cultural, desenvolvimento social, ecologia e meio ambiente – por meio de uma visão transdisciplinar e integrada. Além disso, é pioneira em coleções dedicadas à literatura indígena, à mitologia africana e ao folclore brasileiro. A editora está absolutamente afinada com os propósitos do terceiro setor, participando ativamente do crescente movimento de sua profissionalização.

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