Ética em pesquisa é um dos assuntos mais atuais e impactantes da pesquisa biomédica global. Para refletir sobre o tema, seus desdobramentos e suas conseqüências, a Editora LetrasLivres – em co-edição com a Editora Universidade de Brasília – publica o livro Ética em Pesquisa: temas globais, organizado pelas pesquisadoras Debora Diniz, Andréa Sugai, Dirce Guilhem e Flávia Squinca. O lançamento será no dia 28 de abril, às 18h, no Auditório da Finatec (UnB) no IV Seminário Internacional de Política Social.
O livro é pioneiro no Brasil e foi realizado com recursos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE) do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O texto aborda a ética em pesquisa desde seu debate inicial, a partir dos crimes de guerra nazistas, passando pela Resolução 196, do Conselho Federal de Medicina (CFM), pela proteção às populações vulneráveis até a controvérsia sobre pagamento e ressarcimento pela participação em uma pesquisa.
Atualmente, no Brasil, existem 584 comitês de ética em pesquisa. São cientistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil que, juntos, promovem a ciência com consciência ética no Brasil. Um dos principais desafios desse gigantesco sistema é a capacitação permanente de seus membros.
CURSO A DISTÂNCIA – Com a intenção de atualizar e capacitar os integrantes desses comitês, foi realizado o I Curso de Atualização em Ética em Pesquisa. O curso foi promovido pelo Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade de Brasília, a Anis, e financiado pela FINEP, com apoio do NESPROM, o CEAM, a UnBTV e a Fundação Ford.
Nesse curso, foram capacitados 346 membros de comitês, de 16 estados. Hoje, Foram 10 módulos, cinco meses de curso, 110 horas de diálogos entre participantes e tutores, com quase trinta mil entradas nos módulos. A metodologia do curso trouxe a vanguarda do ensino à distância, com o adicional das novas tecnologias de imagem e som. Os conteudistas tinham representação internacional – seis autores brasileiros, dois latino-americanos, quatro europeus, dois australianos e um filipino. O curso discutiu muitos temas.
Sugestão de entrevista
Débora Diniz: antropóloga, doutora em Antropologia e pós-doutora em Bioética. Professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da organização não-governamental Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, Débora foi uma das coordenadoras da pesquisa.
Luis Eugênio: possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (1987), mestrado em Saúde Comunitária pela Universidade Federal da Bahia (1996) e doutorado em Saúde Pública – Université de Montreal (2002). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Administração da Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: SUS, serviços de saúde e saúde coletiva, hospitais, utilização de conhecimentos científicos. De janeiro de 2005 a junho de 2007, exerceu a função de secretário municipal da saúde de Salvador. Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal da Bahia e Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.




