Alcoolduto deve levar seis bilhões de litros de álcool para o nordeste
Em abril de 2010 será construído um alcoolduto que ligará Sertãozinho no interior de São Paulo ao Porto de Santos, com metas para começar a operar em 2011. A Uniduto que foi criada em março deste ano pela Cosan, que é líder nacional no setor sucroalcooleiro e um dos maiores grupos produtores de açúcar e etanol do mundo, em conjunto com a Copersucar e a Crystalsev , serão responsáveis pelo empreendimento bilionário que colocará o Brasil em vantagens no quesito exportação.
Segundo o presidente da Unidoto, Sergio Van Klaveren, já na primeira fase, serão investidos 1,8 bilhão, para a construção de 600 Km de dutos. A meta é que seja construído 1mil quilômetros de dutos. A estimativa de investimento é de 2,5 bilhões até o final das duas fases. Ao todo são 12 grupos que participarão do projeto, todos do setor sucroalcooleiro que operam 81 usinas.
A demanda no Brasil segue em expansão, a frota de carros biocombustiveis é grande e 95% do etanol é transportado pelas malhas rodoviárias do país, o que dificulta e atrasa a entrega e a distribuição, principalmente ao nordeste. Com o alcoolduto, vai ser possível comercializar o etanol para outras regiões do país e levar até seis bilhões de litros por ano ao nordeste e exporta-lo; um grande negócio para o país.
Com o interesse principalmente do Japão, que já importa etanol do Brasil e que tem um projeto para futuramente misturá-lo á gasolina de seus carros, o alcoolduto facilitará todo exportação para o país. Os japoneses são rígidos com as empresas que importam etanol, avaliam se a empresa estabelece as metas de responsabilidades sociais e ambientais e até mesmo impõe que as empresas produzam apenas álcool. Mesmo com toda essa rigidez que valoriza as empresas ganhando reconhecimento internacional nos aspectos de qualidade social e ambiental, exportar etanol para o Japão e para outros países é um ótimo negócio para o desenvolvimento do Brasil e o superávit da balança comercial. Em tempos de crise o importante é produzir e tentar exportar para não
Por Rafael Libertini




