É impressionante o número de pessoas que programam os inícios para segunda-feira ou para o próximo ano. Tais promessas surgem, principalmente, nos momentos difíceis. Quando o momento crítico surge e a oportunidade escapa entre os dedos, a promessa é instantânea: vou mudar. Mas o tempo passa e a intenção esvai-se com ele.
Quantas vezes você disse que mudaria a alimentação para torná-la mais saudável? Quantos projetos você fez para incluir atividade física na sua vida? Quantos momentos você sentiu necessidade de cuidar da saúde, da aparência ou das emoções?
Geralmente o ímpeto passa antes do início. Às vezes, começam-se as atividades, como a caminhada diária, e mantém-se por dois ou três meses. Aí surgem as desculpas: hoje está frio, ontem estava quente e amanhã vai chover. Duas ou três semanas sem a atividade e volta-se ao marasmo anterior.
Quantas coisas que você começou, gostava de fazer e deixou para trás? Se você não gostasse, seria perfeitamente compreensível a interrupção.
Quando se deixa de fazer ou não se faz algo que faz bem e gosta-se, devem-se procurar as razões nas profundezas da mente. Os cuidados com o corpo, desde coisas simples como cortar unhas e cabelos até situações mais complexas como manter o peso, tem a ver com a auto-estima. Se o indivíduo sente-se merecedor, se acredita verdadeiramente que sua vida vale a pena, então cuidar-se-á. Por outro lado, se a auto-estima é lastimável, manifesta-se externamente pelo desleixo. O cuidado com a aparência não é mera futilidade, mas sim expressão de sentimentos mais profundos. Evidentemente, o externo pode estar bem e o interno não. Mas, com certeza, se a aparência está relapsa, o interior está bagunçado.
A solução é encontrar algo que você goste e faça bem. O melhor dia para começar é hoje. Depois, vencer as tentações de parar. Jogar no lixo as desculpas como falta de tempo. Você não acha que merece cuidar-se?
Veja Clélio Berti no programa Como é bom onde eu moro sexta, às 21:30h e terça, às 17:30h.




