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Ex-assessor de Trump é investigado por atuação com milícias de Bolsonaro

Assustado com o inquérito que apura a organização de uma conspiração digital e o financiamento dos atos golpistas de terça-feira, Miller demonstrou preocupação,com uma cada vez mais provável prisão de Bolsonaro. O inquérito é um dos três conduzidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução do Twitter

 

 

 

À medida que as vísceras da rede de mentiras da extrema direita fica cada vez mais exposta, aumenta o desespero de Jair Bolsonaro, que teme que uma interrupção do fluxo de notícias falsas de seus grupos subterrâneos enterre de vez suas remotas chances de ganhar a eleição de 2022.Agora, com a ligação entre o esquema de Steve Bannon, o operador de fake news de Donald Trump, e a família Bolsonaro na mira da Polícia Federal – no âmbito do inquérito das milícias digitais -, o cerco vai se fechando contra os golpistas.

Após ser detido para interrogatório pela PF no dia 7 de setembro, o ex-assessor de Trump e diretor da rede extremista GETTR Jason Miller deu uma entrevista ao programa de Bannon no qual afirma que uma derrota de Bolsonaro seria uma “sentença de morte para Trump”.

Não por coincidência, Miller chegou ao Brasil, ao lado do empresário Gerald Brant, antes dos atos do dia 7, para participar de uma conferência organizada pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a Conferência de Ação Política Conservadora, CPAC. Assustado com o inquérito que apura a organização de uma conspiração digital e o financiamento dos atos golpistas de terça-feira, Miller demonstrou preocupação, segundo a BBC News, com uma cada vez mais provável prisão de Bolsonaro, atualmente investigado no inquérito das fake news. O inquérito é um dos três conduzidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“As elites globalistas estão essencialmente sempre tentando encontrar uma maneira de tirar qualquer populista do poder em qualquer lugar do mundo”, delirou Miller, durante conversa com Bannon no programa War Room. “E realmente há esse sentimento de que se eles forem capazes de derrubar Bolsonaro, então isso seria a sentença de morte para o presidente Trump ou eventualmente para (Viktor) Orban (presidente da Hungria) ou até para (Narendra) Modi (primeiro-ministro da Índia)”, afirmou Miller.

O ex-porta-voz de Trump comparou ainda a Polícia Federal à Gestapo, da Alemanha Nazista, e disse que temia ser enviado para uma “Guantánamo brasileira”. “Há uma preocupação genuína com essa Gestapo, essa polícia secreta que trabalha para o Supremo Tribunal. Porque, como eu disse, o juiz do Supremo Tribunal pode usar a lei para te perseguir e ter investigações secretas. Eles podem fazer e eles fazem. Realmente é um outro nível”, disse o ex-porta-voz.

De acordo com a BBC, “tanto Bannon quanto Miller são dois ex-auxiliares de Trump que mantêm relações cada vez mais próximas com a família Bolsonaro”.

GETTR

A rede social GETTR, a estrela da palestra de Miller na CPAC, teve os processos de monetização para canais bolsonaristas suspensos nesta quarta-feira (8). A determinação foi dada pelo ministro-corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luis Felipe Salomão. Segundo o ministro, contas que tiveram a monetização suspensa pelo Facebook, Twitter, YouTube migraram para a GETTR. Foram bloqueados 23 canais, entre eles, os de Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Fernando Lisboa da Conceição e o Jornal da Cidade Online.

A rede social de extrema direita foi criada em julho, após Donald Trump ter sido “cancelado” do Facebook, You Tube e do Twitter no início do ano, por tempo indeterminado. Não sem motivo, a bandeira da rede é “lutar contra a cultura do cancelamento ” e “defender a liberdade de expressão” contra o monopólio das big techs do Vale do Silício.

Da Redação do PT, com informações de BBC e UOL

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