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terça-feira, janeiro 27, 2026
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Caso Epstein volta a assombrar e testa fidelidade de apoiadores de Trump nos EUA

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Relação do ex-presidente com o financista acusado de explorar sexualmente mais de 250 menores reacende teorias e contradições em meio à corrida presidencial

A relação entre Donald Trump e o financista Jeffrey Epstein voltou ao centro do debate político americano, colocando à prova a capacidade do ex-presidente de manter sua base unida em meio a novas especulações sobre escândalos que envolvem o empresário morto na prisão em 2019.

Acusado de comandar uma rede internacional de exploração sexual de meninas menores de idade, Epstein construiu uma teia de influência que incluía políticos, empresários, acadêmicos e membros da realeza. Entre eles, figurava o próprio Trump, que durante os anos 1990 e 2000 manteve uma relação social próxima com o financista, participando de festas, jantares e reuniões em clubes exclusivos como Mar-a-Lago, na Flórida.

Em uma entrevista antiga, Trump chegou a descrevê-lo como “um cara divertido” que “gostava de mulheres bonitas, tanto quanto eu, e muitas delas bem jovens”. A declaração, registrada em uma reportagem de 2002, voltou a circular nas redes sociais e na imprensa americana após a divulgação de documentos judiciais recentes que reavivaram os detalhes do caso.

Para parte dos apoiadores mais fiéis de Trump, o tema representa um ponto cego. Movimentos conspiratórios como o QAnon, que o idolatram como suposto “caçador de pedófilos das elites globais”, tentam minimizar o passado do ex-presidente com Epstein ou alegam que Trump teria rompido relações ao descobrir os crimes do financista. O próprio republicano afirma ter “banido” Epstein de Mar-a-Lago por conduta inadequada, embora nunca tenha explicado publicamente o motivo exato.

Enquanto isso, adversários políticos exploram o tema para fragilizar a imagem de Trump, sobretudo entre eleitores independentes e conservadores moderados, mais sensíveis a escândalos morais. O caso também ganha fôlego com a possibilidade de novos nomes e documentos emergirem de processos pendentes nos tribunais de Nova York, alimentando teorias de conspiração sobre uma suposta rede internacional de chantagem e silêncio.

Em um cenário de disputa presidencial polarizada, analistas avaliam que o impacto direto pode ser limitado entre o núcleo mais radicalizado de sua base, mas o desgaste ainda funciona como munição retórica para democratas e opositores republicanos que tentam impedir seu retorno à Casa Branca.

Para especialistas em comunicação política, o caso Epstein é um lembrete de como figuras controversas mantêm laços com o poder — e como escândalos de décadas podem ressurgir como fantasmas eleitorais no momento mais oportuno. “Não é o fato em si, mas a lembrança constante de que alguém tão tóxico orbitava os mesmos círculos do poder que faz diferença”, resume a cientista política americana Susan Kellerman.

Até o momento, não há qualquer acusação formal que vincule Trump diretamente aos crimes cometidos por Epstein, mas o cerco midiático e judicial ao círculo de amizades do financista continua sendo uma ameaça que paira sobre muitos nomes poderosos — inclusive o do ex-presidente mais polarizador da história recente dos Estados Unidos.

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