Hospital mantém oito pacientes com KPC e reforça isolamento e obras para conter disseminação

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A Prefeitura de Campinas confirmou a morte de dois pacientes internados na UTI isolada do Hospital Municipal Mário Gatti após contaminação pela bactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC). Segundo a administração, as mortes não tiveram relação direta com a infecção. Os dados das vítimas não foram divulgados.
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Atualmente, oito pacientes seguem internados na unidade com presença da bactéria. Um deles, que estava inicialmente em isolamento na enfermaria, precisou ser transferido para a UTI devido à piora do quadro clínico.
CONTROLE E ISOLAMENTO
A UTI do hospital está parcialmente isolada desde 10 de março, quando foram identificados os primeiros casos. A medida integra um protocolo rigoroso de controle para evitar a disseminação da KPC, microrganismo conhecido pela alta resistência a antibióticos e frequentemente associado a infecções hospitalares.
Além do isolamento, a unidade passa por reformas estruturais voltadas ao reforço das medidas epidemiológicas.
OBRAS E READEQUAÇÃO
De acordo com a Rede Mário Gatti, a intervenção já avançou para a segunda fase. A primeira etapa, que contemplou sete leitos, foi concluída. Outros 13 leitos ainda passam por adequações.
Após a finalização das obras, os pacientes atualmente acomodados em uma UTI contingencial deverão ser transferidos para a área reformada. Já os casos confirmados de KPC continuarão em isolamento, conforme os protocolos de segurança.
RISCO HOSPITALAR
A bactéria KPC é considerada uma das mais preocupantes no ambiente hospitalar devido à sua resistência a diversos antibióticos, o que dificulta o tratamento e aumenta o risco de complicações, especialmente em pacientes com quadro clínico grave.
O episódio reforça o desafio enfrentado por hospitais públicos no controle de infecções hospitalares, especialmente em unidades de terapia intensiva. A combinação de isolamento, reestruturação física e protocolos rigorosos é considerada essencial para conter surtos, mas especialistas alertam que a circulação de bactérias multirresistentes segue sendo uma ameaça constante ao sistema de saúde.




