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sexta-feira, março 13, 2026
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Dono da Ultrafarma confessa participação em organização criminosa e fecha acordo de R$ 31,9 milhões com MP

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Sidney Oliveira admitiu fraude fiscal em investigação da Operação Monte Cristo e firmou acordo de não persecução penal duas semanas antes de ser preso por suspeita de pagar propina a auditor da Receita Estadual

Por Sandra Venancio – Jornal Local – Foto Divulgação Ultrafarma

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma, confessou ter participado de uma organização criminosa para cometer fraude fiscal e assinou um acordo de não persecução penal de R$ 31,9 milhões com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). O acerto foi homologado pela Justiça paulista em 29 de julho, apenas duas semanas antes de ele ser preso sob suspeita de pagar propina a um auditor fiscal da Receita Estadual.

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O acordo faz parte das investigações da Operação Monte Cristo, deflagrada em 2020 pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, em parceria com a Secretaria Estadual da Fazenda. O caso apura um esquema de fraudes tributárias e corrupção envolvendo empresas e servidores públicos, com prejuízos milionários aos cofres paulistas.

Segundo o Ministério Público, Oliveira admitiu integrar um grupo estruturado para manipular declarações fiscais e reduzir ilegalmente o pagamento de impostos. Em troca da confissão e do pagamento do valor estipulado, ele evitou a continuidade de um processo criminal específico relacionado à fraude fiscal.

No entanto, a assinatura do acordo não impediu que o empresário fosse alvo de outra frente da investigação, que apura o pagamento de propina para obtenção de vantagens em créditos tributários. Nessa nova etapa, ele foi preso preventivamente, e a Justiça analisa se manterá ou não a detenção.

https://twitter.com/SRivoltril/status/1955326356532891994

A defesa de Sidney Oliveira não se manifestou sobre a confissão e afirma que ainda não teve acesso integral aos autos da prisão recente. Já o MPSP destaca que o acordo homologado no fim de julho não tem relação com o episódio que motivou a detenção do empresário neste mês, mas reforça que ambas as apurações apontam para condutas de alta gravidade no campo fiscal e tributário.

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