
Para garantir à manutenção do paisagismo da Avenida Mackenzie, as administrações dos loteamentos San Conrado e Pedra Alta acabam executando um serviço de responsabilidade do poder público.
O Departamento de Parques e Jardins (DPJ) informou por meio de nota, que até o dia 20 de fevereiro, manteve uma equipe no local para manutenção. Segundo o órgão, aavenida tem mais de oito quilômetros de extensão com canteiros laterais e centrais que demandam um tempo maior de trabalho. Para executar as podas, a Prefeitura conta com mão de obra dos reeducandos,que devem retomar os trabalhos na próxima segunda-feira, dia 26.
Com a transferência de responsabilidades para o poder público, cabe agora a prefeitura realizar a manutenção, que envolve desde o paisagismo, até o asfalto. No entanto, o que se vê em toda a extensão da via é o mato que toma conta do local, inclusive na ciclovia. O local aos poucos vai perdendo a sua beleza natural por causa do mato, que adentra as primaveras nos canteiros da grande rotatória.
Em entrevista, Marcelo Novaes, responsável pelo projeto lamenta que a Avenida Mackenzie esteja abandonada. “Investiram uma fortuna no paisagismo para deixar nas mãos de trabalhadores não qualificados”, afirma.
O projeto paisagístico conta com 33.798 mudas de diferentes espécies no paisagismo ornamental de toda a sua extensão, bem como um sistema próprio de travessia de fauna.
A Avenida Mackenzie se tornou um importante Parque Linear para os moradores da região, além de ser uma importante artéria viária de acesso,que liga principalmente o San Conrado à Campinas.
“O poder público não vai dar conta do trabalho que precisa ser feito na avenida. As plantas precisam ser podadas pelo menos uma vez por mês. Seria mais interessante, que os moradores dos loteamentos assumam a manutenção da avenida”, finaliza.
Em reunião realizada o ano passado, entre as associações de moradores dos loteamentos foi discutido uma parceria público-privada para manutenção da via.Mas, a proposta encontrou rejeição entre os moradores dos loteamentos, que não concordam em assumir a responsabilidade da Prefeitura, e nem tampouco contribuir com valores, mesmo que irrisórios, da manutenção do viário. O assunto promete render mais debates entre os dirigentes das associações.




