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Arte de Guilherme de Almeida será inspiração para público da feira do CCC

Microfone também estará aberto a quem desejar manifestar-se por meio da prosa, da poesia e da música

 

 

Quem for à feira no Centro de Convivência Cultural de Campinas, no Cambuí, neste domingo, encontrará uma novidade ao lado das barracas de artesanato e gastronomia. A poesia estará presente com o “Sarau Cirandas para Guilherme”, das 9h às 12h, integrando a programação da Semana Guilherme de Almeida, promovida em homenagem ao poeta campineiro.

O microfone estará aberto ao público, que poderá inspirar, e ser inspirado, pelas diversas manifestações artísticas e culturais. A Semana Guilherme de Almeida teve início na segunda-feira, dia 4 de julho, e vai até o próximo dia 11, com programação gratuita, ampla e variada. Veja toda a agenda no endereço eletrônico – semanaguilhermedea.wixsite.com/2022.

A realização da Semana Guilherme de Almeida é da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, por meio da Coordenadoria Departamental de Bibliotecas e da comissão organizadora que promove o evento. A Semana é realizada anualmente, conforme a Lei Municipal 10.138, de 25 de junho de 1999.

 

Rádio

As homenagens ao poeta campineiro também podem ser ouvidas na Rádio Educativa de Campinas, 101.9. Até o dia 11, sempre às 20h, a Rádio estará transmitindo os Episódios Radiofônicos “Brincando com Guilherme de Almeida”.

Os Episódios são produzidos pela Cia. Teatral Cenarte, com direção artística de Walter Rhis. Têm a participação de artistas de Campinas, de diversos Estados do Brasil e também de parceiros artísticos da Venezuela, Peru, Argentina, Cuba e Itália, entre outros.

A comissão organizadora da “Semana Guilherme de Almeida e da Arte Moderna” é composta pela Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas; Academia Campineira de Letras e Artes; Academia Campinense de Letras; Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos; Associação Lítero-Sócio-Cultural OndulArte; Academia Nacional de Letras do Portal do Poeta Brasileiro; Ateliê Lisa França; Biblioteca Pública Distrital de Sousas “Guilherme de Almeida”; Câmara Municipal de Campinas; Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura; Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária; Centro de Ciências, Letras e Artes; Companhia Teatral Cenarte Produções Artísticas; Conservatório Carlos Gomes; Coordenadoria Departamental de Bibliotecas Públicas de Campinas; MMDC Campinas; Rotary Clube de Campinas Cambuí; Secretaria Municipal da Educação; Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e União Brasileira de Trovadores UBT Seção Campinas.

 

Príncipe dos Poetas Brasileiros

Guilherme de Almeida, poeta e ensaísta, nasceu em Campinas, em 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, em 11 de julho de 1969. Filho do jurista e professor de Direito Estevam de Almeida, estudou nos ginásios Culto à Ciência, de Campinas, e São Bento e Nossa Senhora do Carmo, de São Paulo. Cursou a Faculdade de Direito de São Paulo, onde formou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1912. Dedicou-se à advocacia e à imprensa em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi redator de O Estado de São Paulo, diretor da Folha da Manhã e da Folha da Noite, fundador do Jornal de São Paulo e redator do Diário de São Paulo.

A publicação do livro de poesias “Nós” (1917), início de sua carreira literária, e dos que se seguiram, até 1922, de inspiração romântica, colocou-o entre os maiores líricos brasileiros. Em 1922, participou da Semana de Arte Moderna, fundando depois a revista Klaxon.

Percorreu o Brasil difundindo as ideias da renovação artística e literária, em conferências e artigos, adotando a linha nacionalista do Modernismo, segundo a tese de que a poesia brasileira “deve ser de exportação e não de importação”. Os seus livros “Meu” e “Raça” (1925) exprimem essa orientação fiel à temática brasileira.

A sua entrada na Casa de Machado de Assis significou a abertura das portas aos modernistas. Formou, com Cassiano Ricardo, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia e Alceu Amoroso Lima, o grupo dos que lideraram a renovação da Academia Brasileira de Letras. Em concurso organizado pelo Correio da Manhã foi eleito, em 16 de setembro de 1959, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”.

Foi membro da Academia Paulista de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela; e do Instituto de Coimbra. Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, também, a peça “Entre quatro paredes”, de Jean Paul Sartre.

 

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