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Empresário condenado a 73 anos por estuprar filha e enteadas é preso em São Paulo

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Foragido desde outubro, homem de 43 anos foi localizado no Tatuapé; vítimas sofrem há anos com traumas graves, e mãe relata impactos profundos na família

Por Sandra Venancio


O empresário condenado a 73 anos, 9 meses e 21 dias de prisão pelos estupros da filha e de duas enteadas, em Campinas (SP), foi preso na tarde desta segunda-feira (17) em São Paulo, na região do Tatuapé. A captura ocorreu no mesmo dia em que a Justiça determinou a inclusão do nome do condenado na chamada “Difusão Vermelha” da Interpol, mecanismo internacional de alerta para procurados.

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Prestes a completar 44 anos, o homem estava foragido desde outubro. De acordo com relatos dos policiais militares à Polícia Civil, ele não resistiu à prisão e afirmou estar no local havia cerca de 30 dias para “se esconder”. Após ser capturado, o condenado foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, antes de ser transferido para uma unidade prisional. A defesa não foi localizada para comentar o caso.

A mãe, aos 41 anos, relata que não conseguiu mais manter relacionamentos e que o medo continua a guiar a vida da família Foto Policia Civil

O empresário foi condenado por abusos cometidos contra a filha e duas enteadas, que atualmente têm 24, 19 e 12 anos. Entre os crimes, consta a prática de sexo oral e anal contra uma das enteadas no dia do nascimento da filha. Os abusos só foram descobertos quando a filha mais nova, tinha 7 anos, fruto do relacionamento com o réu, revelou à mãe que havia sofrido violência sexual. Ao ouvir o relato, a filha mais velha também desabafou sobre os abusos, revelando uma série de agressões sofridas dentro de casa.

Em primeira instância, o homem foi sentenciado em julho de 2024 a 95 anos de prisão por estupro de vulnerável. Após recurso, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação, mas reduziu a pena para 73 anos, 9 meses e 21 dias em regime fechado, decisão proferida em novembro de 2024. Posteriormente, a defesa tentou reverter a sentença por meio de agravo regimental no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o pedido não foi conhecido pelos ministros. Com o trânsito em julgado do processo, a condenação se tornou definitiva, e em 3 de outubro a 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Campinas emitiu o mandado de prisão.

O impacto da violência na família é profundo. As vítimas enfrentam crises de pânico, mutilações e até tentativas de suicídio. A mãe, aos 41 anos, relata que não conseguiu mais manter relacionamentos e que o medo continua a guiar a vida da família. “Você não consegue confiar em mais ninguém. Porque se o próprio pai foi capaz de fazer isso, quem mais você consegue confiar?”, desabafa. Segundo ela, a família vive mudando de endereço e escondendo detalhes de suas vidas por medo do condenado.

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