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terça-feira, janeiro 27, 2026
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Empresas americanas se alinham ao Brasil contra tarifa de Trump e pressionam por revisão

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Multinacionais como Amazon, Coca-Cola e GM participam de reunião com Alckmin e manifestam apoio à reversão do imposto de 50% sobre produtos brasileiros

O governo brasileiro recebeu, nesta quarta-feira (16), um importante sinal de apoio vindo de grandes empresas norte-americanas com operações no Brasil para tentar reverter a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. Em reunião conduzida pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, representantes da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) e executivos de multinacionais manifestaram preocupação com os impactos econômicos da medida.

O encontro, realizado em Brasília, reuniu representantes de empresas como Amazon, Coca-Cola, General Motors, Caterpillar, MedTech, entre outras, que expressaram apoio à posição do governo brasileiro contra o tarifaço anunciado por Trump no início da semana. A medida afeta diretamente as exportações de produtos industrializados e agrícolas do Brasil para os Estados Unidos, e já gera reações diplomáticas e do setor privado.

Durante a reunião, Alckmin ressaltou que o governo brasileiro está mobilizando esforços diplomáticos e institucionais para reverter a decisão unilateral da Casa Branca, que classificou como “injusta e prejudicial à competitividade global”. Segundo ele, a medida compromete não apenas as exportações brasileiras, mas também a estabilidade de cadeias produtivas em que empresas americanas operam no país.

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“Ficou claro que essa tarifa não afeta apenas o Brasil. Ela impacta diretamente empresas norte-americanas que têm operações integradas ao nosso mercado e dependem de insumos, matérias-primas ou mesmo da fluidez comercial entre os dois países”, afirmou Alckmin após o encontro.

As empresas presentes demonstraram alinhamento com essa avaliação. A Amcham Brasil declarou que a previsibilidade comercial e a manutenção de acordos comerciais estáveis são fundamentais para os investimentos de longo prazo no país. Algumas companhias alertaram que o aumento tarifário pode provocar uma reorganização de cadeias de fornecimento, encarecimento de produtos e perda de competitividade global — inclusive para as próprias empresas americanas com produção no Brasil.

Executivos também se comprometeram a levar a posição conjunta ao Congresso dos Estados Unidos e a órgãos de comércio norte-americanos, com o objetivo de pressionar a administração Trump a rever a medida. Essa mobilização do setor empresarial norte-americano é vista pelo governo brasileiro como estratégica para isolar politicamente o tarifaço dentro dos próprios Estados Unidos.

A articulação com as empresas internacionais marca uma nova etapa da reação brasileira à medida de Trump, que já gerou uma nota formal de protesto por parte do Itamaraty e deve ser alvo de representação junto à Organização Mundial do Comércio (OMC).

Alckmin encerrou a reunião destacando que a união entre o setor público e o privado será fundamental para enfrentar os desafios impostos por uma conjuntura global marcada por incertezas e práticas protecionistas. “O Brasil está fazendo a sua parte, mas é essencial que nossos parceiros e investidores se manifestem. E hoje vimos que o empresariado americano que investe aqui está ao nosso lado”, concluiu.

Foto Paulo Pinto/Agencia Brasil

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